Histórico da Banda Renato e Seus Blue Caps (Release)

Fundada em 1959, a banda de Renato começou com o nome de “Bacaninhas do Rock da Piedade” a partir de uma inscrição para o programa Hoje é Dia de Rock, fazendo mímica.
Era no bairro da Piedade no Rio de Janeiro, onde moravam, que os irmãos Barros e seus amigos costumavam se reunir, participando de festas.

Quando o Rock chegou ao Brasil ele aconteceu primeiro na zona norte do Rio e começaram a surgir em toda esquina uma banda de rock.

O dom artístico da música os irmãos receberam de berço, e foi assim que começaram a se apresentar fazendo mímica (dublagem) de grupos e cantores americanos de sucesso na época.
Havia na Rádio Mayrink Veiga um programa chamado “Hoje é dia de Rock” e lá foi Renato se inscrever para fazer mímica com seu grupo e lá se apresentaram pela primeira vez com o nome de “Bacaninhas Do Rock Da Piedade”. A apresentação foi um fracasso, e ganharam muitas vaias.

Motivado pelas vaias, Renato não desistiu e aquilo foi um incentivo para darem a volta por cima e dois meses depois, já em 1960, ele voltou a falar com Jair de Taumaturgo e se inscreveu novamente, agora para concorrer no quadro “Rock ao Vivo”, ou seja, tocando e cantando de verdade e não mais fazendo mímica.
Jair de Taumaturgo, diretor do programa, não aceitou a inscrição com o nome de “Bacaninhas Do Rock Da Piedade” e perguntou a Renato qual era o nome dele, sugerindo que fosse “Renato e “mais alguma coisa”, até que se lembraram de Gene Vincent & His Blue Caps e ficou decidido que o nome seria “Renato e Seus Blue Caps”. Com esse nome o grupo se apresentou e a apresentação foi um sucesso. A mesma intensidade das vaias foi agora em aplausos e eles ganharam o 1º lugar.

Como prêmio veio o convite para participar do programa do comunicador Abelardo Barbosa, o Chacrinha, na TV Tupi.
Os Beatles chegaram ao conhecimento de Renato através de um amigo dele chamado Aurélio, que tinha acesso às músicas antes que elas chegassem ao Brasil.
Os Beatles tiveram origem no Skiffle e no Rock and Roll dos anos 50 e inovaram, fazendo o gênero pop rock, pois todos do conjunto cantavam, além de tocarem. Renato e Seus Blue Caps então descobriu que poderia fazer isso também e começou a dividir os vocais entre os integrantes.

Certo dia Carlos Imperial mostrou um disco para Renato com uma música nova que ele não conhecia, de uma banda que ele nunca tinha ouvido falar, e pediu que ele aprendesse a letra para tocar e cantar no dia seguinte, abrindo seu programa.
Renato então pensou como iria fazer aquilo e teve a ideia de escrever uma letra em português, e deu certo.
No final do programa Imperial foi se encontrar com Renato que estava em um barzinho próximo à Rádio, chegou com uma pilha de papel dizendo ao Renato que tudo aquilo era pedido para que eles tocassem de novo a música. A música era “Menina Linda”, versão de “I should have known better”, de Lennon & McCartney.

A banda Renato e Seus Blue Caps é oriunda do Rock e a Jovem Guarda veio depois, quando os Beatles chegaram no Brasil, transformando aquele Rock and Roll em Pop Rock.
Renato tem total consciência da competência musical e artística da sua criação, embora escondida pela Jovem Guarda. Embarcou no Rock and Roll dos anos 60 mas suas origens vêm dos anos 50, pois Renato aprendia com sua mãe, que era cantora e escutava Billy Hallyday, Nat King Cole, Frank Sinatra, João Gilberto, Lupicínio Rodrigues, Dolores Duran, também com seu pai, que apreciava Luís Gonzaga e a música nordestina, e esta foi a formação musical que Renato e seus irmãos receberam.

Quando o programa Jovem Guarda nasceu, a banda já existia há mais de cinco anos e foi primordial para os artistas na época, embora Renato e seus Blue Caps dificilmente seja citado por eles e pelo jornalismo musical do país, como tendo sido um artista importante e participativo.
Na mídia, todos parecem deixar claro que a Jovem Guarda era um trio: Roberto, Erasmo e Wanderléa, mas enganam-se as pessoas que pensam desta forma.
Renato e Seus Blue Caps foi preponderante nas carreiras dos três artistas citados, mas se acostumou com a omissão, e as pessoas acreditam no que a mídia desinformada escreve e publica.
Renato e seus Blue Caps chegou ao programa Jovem Guarda pelas mãos de Marcos Lázaro, pelo simples motivo de que a música “MENINA LINDA” estava em segundo lugar em São Paulo, e isso lhe causou estranheza: “como não levaram ainda este conjunto para o programa?” Porém, não permaneceu para assistir ao final melancólico do programa, pois muito antes, ainda no auge de seu sucesso, já havia pedido rescisão de contrato à TV Record Canal 7 de São Paulo. As razões foram várias, incluindo um motivo pessoal, que era o fato de Renato adorar a praia e o Maracanã aos domingos, embora cada componente da banda tivesse tido o seu.

Mas o reconhecimento veio e continua vindo por parte de quem é mais importante, que é o reconhecimento popular. Tanto é verdade que a banda Renato e Seus Blue Caps é o artista deste seguimento que mais faz shows pelo Brasil até os dias de hoje.

Por tudo isso, a banda Renato e Seus Blue Caps deve ser considerada como sendo oriunda do Rock dos anos 60, e não da Jovem Guarda!

É uma das bandas mais carismáticas do Brasil, e foi primordial para a Jovem Guarda, tanto por ter acompanhado os artistas, participando ativamente nas gravações dos colegas, como também por ser uma das bandas de maior destaque e sucesso pelos discos lançados no Brasil nas décadas de 60/70/80/90/2000.
Renato Barros, sempre à frente do seu tempo e muito “antenado”, descobriu que poderia se juntar ao estilo musical que os Beatles estavam trazendo para o Brasil e que transformaria aquele Rock and Roll de três acordes.

Foi Renato e Seus Blue Caps quem apresentou os músicos britânicos aos brasileiros, através de versões que embalaram nossas vidas e continuam a embalar até os dias de hoje.
A música de Renato e Seus Blue Caps sobrevive ao tempo, atravessa gerações, e se mantém viva, alegre e espontânea, proporcionando aos seus seguidores e fãs a felicidade de vê-los em atividade de Norte a Sul do Brasil, apresentando shows especiais e carismáticos, como estes de agora, quando a banda se apresenta em teatros pelo Brasil, levando um espetáculo que emociona a todas as gerações.

Desde o início da carreira até os dias de hoje, Renato e Seus Blue Caps nunca parou de se apresentar, sendo considerada por muitos pesquisadores a banda de rock em atividade mais antiga do mundo, e este título é nosso, é do Brasil!

O grupo já teve várias formações e atualmente conta com dois integrantes que estão desde o início de sua formação, que é o fundador Renato Barros, guitarrista, vocalista e compositor de vários sucessos da MPB, que possui inúmeras regravações até os dias de hoje, e Cid Chaves, que a convite de Paulo César Barros entrou em 1964, quando o grupo foi contratado pela CBS, tocando saxofone. Nunca mais saiu da banda, sendo hoje um dos vocalistas.
Completam a formação o gaúcho Darci Velasco nos teclados, na banda desde 1989, o carioca Bruno Sanson no contrabaixo, na banda desde julho de 2018, substituindo Amadeu Signorelli, e o carioca Gelson Moraes Júnior na bateria, que substituiu seu pai Gelson Moraes definitivamente em 2013.
Passaram pela banda músicos e profissionais da música importantes no cenário artístico nacional. Alguns tiveram maior destaque e contribuição para o legado deixado no acervo musical brasileiro.

Desde os primórdios até os dias de hoje, além dos irmãos Renato, Edson e Paulo César Barros, passaram pela banda os seguintes músicos: Euclides de Paula, Ivan Botticcelli, Roberto Simonal, Cláudio Caribé, Erasmo Esteves, Toni Pinheiro, Carlos Alberto Da Costa Vieira, Cid Chaves, Mauro da Motta Lemos, José Carlos Scarambone, Pedrinho, Cadinho, Gelson Moraes, Ivanilton (Michael Sullivan), Marquinho, Darci Velasco, Amadeu Signorelli. Gelsinho Moraes Júnior e Bruno Sanson.

Os Shows atuais apresentam os grandes sucessos da banda, como: “Menina Linda”, “Não te Esquecerei”, “Primeira Lágrima”, “Meu Bem Não Me Quer”, “Dona Do Meu Coração”, “Meu Primeiro Amor”, “Playboy”, “Até O Fim”, “Não Me Diga Adeus”, “Como Num Sonho”, “Garota Malvada”, “Ana”, entre muitos outros clássicos, além de prestarem homenagens a artistas consagrados da música nacional e internacional!

1959 – Inscrição no programa “Hoje é dia de Rock”, de Jair de Taumaturgo, Rádio Mayrink Veiga.

1960 – Gravação do primeiro disco de 78 rotações, pela gravadora Ciclone, em que acompanhavam o grupo vocal “Os Adolescentes”.

1961 – Gravação com Tony Billy, pela mesma etiqueta. Nesse período, Gelson deixa o conjunto e Claudio Caribé entra para ser o baterista do grupo.

1962 – Gravação do LP Twist. Após uma participação no programa do Chacrinha, na TV Tupi, foram contratados pela Copacabana, onde lançaram dois 78 rotações e dois LPs.

1963 – Gravação do LP Renato e Seus Blue Caps, que com a saída de Ed Wilson teve como cantor, Erasmo Carlos. Renato e Seus Blue Caps teve o primeiro vínculo com a CBS. O estreante Toni Pinheiro foi o baterista neste segundo LP. O grupo acompanhou Roberto Carlos nas gravações de Splish Splash e Parei na Contramão.

1964 – Assinaram contrato com a CBS e o LP “Viva A Juventude” foi lançado, sendo até hoje um dos mais vendidos do Brasil, e desde então a banda deslanchou e nunca mais parou, lançando um sucesso atrás do outro, tanto em forma de versões como também músicas autorais.
Aconteceu o lançamento do compacto duplo com o grande sucesso “Menina Linda” e a banda, a essa altura, tinha Renato (guitarra solo), Paulo Cezar (baixo), Cláudio (que voltara ao conjunto nas gravações desse compacto), Cid Chaves (sax) e Carlinhos, primo de Renato (guitarra base). Após esse compacto, Toni retorna mais uma vez ao posto de baterista, e o conjunto fica, então, com a formação que faria grande sucesso nos anos seguintes.

1965 – Lançamento do LP Isto é Renato e Seus Blue Caps. Convite para participação no programa Jovem Guarda. Os maiores sucessos deste disco foram Você não Soube Amar (It’s gonna be all right) (Jorge Marsden Versão: Roberval-Arthur Emílio), Feche os Olhos (All my loving) (Lennon-MacCartney Versão: Renato Barros), O Escândalo (Shame and scandal in the family) (Huon Donaldson-S. H. Brown Versão: Renato Barros), Meu Primeiro Amor (You’re going to lose that girl (Lennon-MacCartney Versão: Lilian Knapp), Espero Sentado (Keep Searchin’) (Del Shannon Versão: Lilian Knapp).

1966 – Lançamento do LP Um Embalo; viagem a Marília, interior de São Paulo, e o primeiro show realizado em um terraço para um grande público presente. Todas as músicas deste disco foram sucesso. Destaques para Meu Bem Não me Quer (My bay don’t care) (Sid Herring Vers: Renato Barros), Pra Você Não Sou Ninguém (Look thru any window) (Goldman-Silverman Versão: Paulo Cezar Barros), Até o Fim (You won’t see me) (Lennon-MacCartney Versão: Lilian Knapp), Sim, Sou Feliz (Renato Barros-Paulo Cezar Barros), Primeira Lágrima (Renato Barros), Dona do Meu Coração (Run for your love) (Lennon-MacCartney Versão: Renato Barros), Não Te Esquecerei (California dreamin’) (J. & M. Phillips Versão: Lilian Knapp), Vivo Só (For your love) (G. Gouldman Vers: Paulo Cezar Barros).

1967 – LP Renato e Seus Blue Caps – Destaques para No Dia Em Que Jesus Voltar (Paulo Cezar Barros), A Saudade que Ficou (Renato Barros-Ed Wilson), Menina Feia (Renato Barros), Não Me Diga Adeus (Carlinhos-Paulo Cezar Barros), Vou Subir Bem Mais Alto Que Você (Reach out I’ll be there) (B. Holland-E. Holland-L. Dozier Vers: Luiz Keller), A Irmã do Meu Melhor Amigo (Gileno), Ana (Anna) (Go to him) (Arthur Alexander Vers: Lisna Dantas), Um É Pouco, Dois É Bom, Três É Demais (Renato Barros), Lar Doce Lar (Renato Barros-Carlinhos).

1968 – LP Renato e Seus Blue Caps Especial – Destaques para Ela É Um Mistério Para Mim (She is still a mistery) (Sebastian Vers: Gileno), Escreva Logo (Please Mr. Postman) (B. Holland-F.C. Gorman Vers: Renato Barros), Te Adoro (No fuimos) (Hugo-Osvaldo Vers: Sergio Becker), A Esperança É a Última Que Morre (Ed Wilson),

1969 – LP Renato e Seus Blue Caps – Destaques para Obrigado Pela Atenção (Raulzito), Foi Mentira (Rossini Pinto), Eu Vivia Enganado (Hooked on a feeling) (Mark James Vers: Rossini Pinto), Não Vá Embora Sem Me Dizer (Renato Barros), Não Volto Mais (Paperback writer) (Lennon-MacCartney Vers: Renato Barros), Claudia (Lodi) (J. C. Forgety Vers: Renato Barros).

1970 – LP Renato e Seus Blue Caps – Destaques para Faça O que Eu Digo, Mas Não Faça O que Eu Faço (Gil-Jean), Playboy (Pedro Paulo-Raulzito), Cha-La-La Marisa (Cha-la-la, I need you) (Hank Hillman-Brian Goldwyn Vers: Roberto Bernardes), Vontade de Viver (Ed Wilson),

1971 – LP Renato e Seus Blue Caps – Influenciado pelo guitarrista Santana, Renato Barros deu ao LP uma sonoridade bem característica do início da década de 70. Destaques: 46-77-23 (Getúlio Côrtes), Esta Noite Não Sonhei com Você (Renato Barros), Sou Louco Por Você (Renato Barros-Ed Wilson), Não É Nada Disso (Renato Barros), Nós Dois (Renato Barros), Agora É Tarde (Ed Wilson), O Brinquedo se Quebrou (Renato Barros), Sheila (Mauro Motta-Raulzito).

1972 – LP Renato e Seus Blue Caps – Destaque para Darling, Darling (Darling, Darling) (Penny Vers: Rossini Pinto), Não Foi o Que Eu Fiz (Pedrinho-Renato Barros), Vou Mudar De Vida (Don’t want to say goodbye) (Carmem-Bryson Vers: Rossini Pinto), Por Você (Little girl) (Rainer-Ehrhardt Vers: Rossini Pinto).

1973 – LP Renato e Seus Blue Caps – Neste álbum a banda contou com a presença do músico Michael Sullivan, na época, Ivanilton. Destaques para Não Me Interessa (Lilian Knapp-Marcio Augusto), Se Você Soubesse (Renato Barros-Rossini Pinto), Guarde O Seu Amor Pra Mim (Save the last dance for me) (Doc Pomus-Mort Shuman Vers: Pedro Paulo),

1974 – LP Renato e Seus Blue Caps – Destaques para Eu Não Aceito o Teu Adeus (Mauro Motta-Renato Barros), Como Num Sonho (Alessandro – Cury), Só Por Causa de Você (Renato Barros-Gileno), Recordações (Ed Wilson).

1976 – LP 10 anos de Renato e Seus Blue Caps – Destaques para Como Há Dez Anos Atrás (Renato Barros), Eu Te Amei Demais (Renato Barros), Tire Os Grilos da Cabeça (Alessandro), Possso Até Lhe Abandonar (Paulo Cesar).

1977 – LP Renato e Seus Blue Caps – Destaques para Nem Tudo Se Perdeu (A. Ramos-B. Cardoso), 365 Dias (Gil-Jean Marcel), Sem Você (Renato Barros), Você É Um Pedaço de Mim (Renato Barros), Tudo O Que Eu Sonhei (If I fell) (Lennon-MaCartney Vers: Fernando Adour), Não Maltrate Um Coração (Renato Barros), O Brinquedo Se Quebrou (Renato Barros).

1979 – LP Suco de Laranja – Destaques para Minha Vida (My Life) (Billy Joel Vers: José Carlos), Tudo Em Vão (Alessandro-Gibran), Suco De Laranja (Renato Barros-Pantera-Ernani Cardoso).

1981 – LP Renato e Seus Blue Caps – Destaques para Mr. Tambourine Man (Mr. Tambourine Man) (Bob Dylan Vers: Leno), Tim-Tim (Fatha-Cury), Sonho Colorido (Carlinhos-Fatha), Velhos Tempos (Cury-Fatha), Sou Apenas Alguém (Woman in love) (Barry Gibb-Robin Gibb Vers: Sanry).

1983 – LP Pra Sempre – Todas as faixas foram sucesso. Destaques para Renato Collection (Renato Barros-Nanni), Pra Sempre (Renato Barros-Nanni), O Fogo Ainda Não Apagou (Hugo Belardi), Sexo Frágil (Renato Barros-Nanni), Vamos Fundo (Renato Barros-Nanni), Memórias (Renato Barros-Nanni).

1987 – LP Batom Vermelho – Destaques para Feito Sonho (Prêntice-Paulo Cesar Barros), Com Você No Coração (Renato Barros-Nanni de Souza), Nos Braços, Nos Olhos e No Coração (Renato Barros-Nanni de Souza).

1996 – LP Renato e Seus Blue Caps 1996 – Primeiro álbum a ter lançamento simultâneo em CD e LP, sendo que este último teve tiragem limitada, “Renato e Seus Blue Caps – 1996. O disco traz regravações de músicas que marcaram a carreira da banda e o destaque é a belíssima e inédita canção “Amor Sem Fim”, que foi admirada inclusive por George Martin, o famoso produtor dos Beatles.

2001 – LP Renato e Seus Blue Caps ao Vivo – No final de 2001, este tão esperado disco ao vivo foi lançado pela Warner, com 11 faixas ao vivo e mais cinco faixas inéditas, que destacamos aqui: Atriz (Renato Barros), Só Falta Você (Renato Barros) Pensamento (Ricardo Ayres – Lúcio Mauro), Sereia (Renato Barros), Que Saudade de Você (Renato Barros).

Por Lucinha Zanetti

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Gelson Moraes Jr, Bruno Sanson, Renato Barros, Cid Chaves e Darci Velasco

Renato e Seus Blue Caps é proveniente do Rock e não da Jovem Guarda!

Alguns sites insistem em referenciar a banda Renato e Seus Blue Caps como sendo proveniente da Jovem Guarda.
Ledo engano!

Renato e Seus Blue Caps é uma banda proveniente do Rock e Pop Rock e a prova disso é que muito antes de passarem pelo programa Jovem Guarda da TV Record de São Paulo, já era um sucesso nacional com a música “Menina Linda”, gravada no final de 1964, assim como já haviam feito também muito sucesso com músicas lançadas anteriormente, como “Bigorrilho”, “Vera Lúcia” (primeira música cantada que a banda gravou pela CBS), “Boogie do Bebê”, entre outras.

O programa Jovem Guarda foi ao ar em agosto de 1965 e Renato e Seus Blue Caps só foi chamado para participar por que a música “Menina Linda” estava estourada nas paradas de sucesso. Os amigos que Renato tinha no Rio e que foram fazer o programa não o havia convidado, e foi Zilmar Couto, enviado pelo Empresário Marcos Lázaro, que era o Diretor Artístico Geral da Record, quem foi até o Rio de Janeiro na casa de Renato para convidá-lo a ir a São Paulo na TV Record. Foi então que ele assinou um contrato para fazer o programa.
Portanto, tanto a banda não é proveniente da Jovem Guarda, como nem mesmo foi convidada pra fazer o programa. Foram convidados sim, depois, mas pelo Diretor Marcos Lázaro, assim mesmo por que estavam na parada e eles nem sabiam disso.

Em 1965, além de Renato e Seus Blue Caps já estar fazendo muito sucesso com o compacto “Menina Linda”, também o LP VIVA A JUVENTUDE (CBS 37.397, abril de 1965) se projetava no cenário do Rock nacional.

Primeiro LP lançado pela CBS, o “Viva a Juventude” foi também o primeiro trabalho de repercussão de Renato e Seus Blue Caps, tendo como grande destaque a música “Menina Linda”.
Este LP começava a trazer as primeiras versões de músicas dos Beatles em português, feitas por Renato Barros.

O disco “Isto é Renato e Seus Blue Caps” (CBS 37.433, dezembro de 1965) no entanto teve total influência dos Beatles, ainda que no primeiro já houvesse bastante, e foi outro grande sucesso nacional. Foi neste disco também que Renato e Seus Blue Caps começou a gravar músicas autorais, sendo a maioria compostas por Renato Barros:

– Feche os Olhos (All my loving) (Lennon-MacCartney Versão: Renato Barros)
– Escândalo (Shame and scandal in the family) (Huon Donaldson-S. H. Brown Versão: Renato Barros)
– Preciso Ser Feliz (Renato Barros-Paulinho-Lilian Knapp)
– Eu Sei (I’ll be back) (Lennon-MacCartney Vers: Renato Barros)
– Aprenda a me Conquistar (Carlinhos-Renato Barros-Lilian Knapp)
– Sou tão Feliz (Love me do) (Lennon-MacCartney Versão: Renato Barros)
– Orgulho de Menina (I need your love) (Clark-Smith Versão: Renato Barros)

O primeiro LP fez tanto sucesso quanto o compacto ‘Menina Linda’, que estourou principalmente em São Paulo, e os rapazes da banda, que moravam no bairro da Piedade no Rio de Janeiro, sequer tinham noção de que a música estava no topo das paradas no Brasil todo.

Foi nesta ocasião que aconteceu a primeira viagem de Renato e Seus Blue Caps para uma cidade do interior de São Paulo, a cidade de Marília, e sobre este acontecimento já falamos aqui.

Em sua coluna “O Mundo é dos Brotos”, CARLOS IMPERIAL fez o balanço de como fora o ano de 1961 com referência aos artistas que participavam do seu programa “Clube do Rock”.

“Renato e Seus Blue Caps e The Jet Black’s de São Paulo são os absolutos em matéria de conjunto instrumental”, diz um trecho da matéria…

Nota: O motivo desta publicação é informar que Renato e Seus Blue Caps é muito mais que uma banda que “pertenceu” à Jovem Guarda… além de estar prestando um serviço aos historiadores, contando a verdadeira historia. Tudo isso com o aval de Renato Barros.

PASSAGEM DA BANDA RENATO E SEUS BLUE CAPS PELA RÁDIO CLUBE DE MARÍLIA (SP), P.R.I.-2.

O ano de 1965 foi um marco para a carreira da banda Renato e Seus Blue Caps. O sucesso inesperado aumentava cada vez mais e já no final do ano, com a passagem da banda por São Paulo, ocasião em que se apresentavam no programa Jovem Guarda, da TV Record, Renato e Seus Blue Caps conquistou definitivamente seu espaço no cenário da música jovem.

Nesta ocasião, um fato ocorreu, o qual vale relatarmos aqui, que foi quando a banda recebeu convite para tocar na cidade de Marília, interior de São Paulo.
Um dos locutores de destaque na cidade de Marília foi José Marques Beato, que começou profissionalmente no rádio em 02 de abril de 1960 através dos microfones da Rádio Clube de Marília, a P.R.I.-2.

Ao longo dos anos, esse locutor de grande importância para o rádio Mariliense, comandou programas de diversos gêneros, chegando a apresentar cinco programas de auditório por semana.

E foi José Beato quem em 1965 contratou o conjunto Renato e Seus Blue Caps para tocar na cidade, e o acontecimento mereceu grande destaque nos jornais da época!
A passagem do conjunto musical “Renato e seus Blue Caps” pela cidade foi marcada por imprevistos e José Beato estava envolvido.

Houve uma promoção muito grande em cima da ida dos rapazes que iriam realizar um show na cidade. O grupo estava no auge do sucesso com o EP “Menina Linda” e o LP “Viva a Juventude” (1965 – CBS) e tinha acabado de lançar também o disco Isto é Renato e Seus Blue Caps (1965 – CBS).

Os ouvintes, eufóricos, foram “convocados” pela P.R.I.-2 a aguardar a chegada do grupo na estação da Ferrovia Paulista, às 16 horas. No entanto, Renato e Seus Blue Caps chegaram em Marília em uma perua Kombi, às 9 horas da manhã.
Mais que depressa, José Marques Beato explicou à banda que a expectativa dos ouvintes girava em torno da chegada deles no período da tarde, na ferrovia, ou seja, na Estação de Trem.

Assim, o grupo que ficou aguardando em um hotel da cidade, sem poder sair até às 15 horas, foi levado por Beato até a cidade de Vera Cruz, de onde embarcaram no trem com destino a Marília, chegando às 16 horas na cidade, como era esperado pelos milhares de ouvintes da P.R.I.-2.

E é o próprio Renato Barros quem recorda este fato:

“A primeira vez que estivemos em uma cidade do interior de São Paulo foi nos anos 60, na cidade de Marília. Nosso contratante era da Rádio Clube de Marília, seu nome era José Beato, que faleceu não faz muito tempo.
A gente foi a Marília quando nosso disco “Viva a Juventude” estava no auge. Este contratante era muito ligado aos Beatles, e naquela época se copiava muito as coisas que eles faziam, então ele combinou que quando a gente estivesse chegando, deveríamos saltar do carro em uma cidade vizinha a Marília e entrássemos em um trem, inclusive era um daqueles trens antigos, vagões de madeira, puxados por uma máquina; a gente não entendeu bem o porquê disso, mas fizemos o combinado: saltamos do carro (era uma Kombi) na cidade de Vera Cruz e entramos no trem em direção a Marília.
Só que quando nós chegamos à estação de trem de Marília, havia uma multidão impressionante aguardando a gente.
Quando o trem parou, vimos uma banda de música formada por crianças e adolescentes. Esta banda começou a tocar as nossas músicas, com arranjo pra banda de música, foi muito bonito.
Quando a gente saltou do trem, ficamos assim… meio assustados, eu morri de vergonha, sou muito tímido para essas coisas, aquela banda, aquele carinho todo… e foi um corre, corre danado, a polícia teve que intervir, e no final da historia, quando terminou a recepção, os instrumentos dos meninos ficaram todos pisoteados, viraram até o carro de polícia, que ficou com os pneus pra cima, foi uma coisa de louco.
Quando chegou a noite fomos fazer o Show no auditório da Rádio Clube de Marília, que estava muito lotado e como ficou uma porção de gente do lado de fora, veio a ideia de uma segunda sessão, mas não tinha como ser feito, não me lembro o motivo, e como muita gente havia ficado de fora do Show que fizemos, o José Beato perguntou se a gente topava fazer outro show mas lá no terraço da Rádio. A rua estava inundada de gente em frente ao prédio da Rádio, nós achamos muito bacana e dissemos que sim, vamos sim fazer o show no terraço.
E fomos lá para o terraço da Rádio e fizemos o Show lá em cima, me lembro que o prédio tinha uns 4 andares apenas, e nós fizemos este Show no terraço. Até alguns anos atrás eu tinha algumas fotos deste acontecimento, mas tudo se perdeu no tempo…”. (Renato Barros)

Paulo César Barros em entrevista também recordou:

“Fomos de trem a Marília. Quando estávamos chegando vimos uma grande movimentação de pessoas na estação. Não entendemos e achamos que estaria chegando alguma “grande autoridade” e quando fomos ver, toda aquela gente era pra nos recepcionar. Foi muito emocionante”.

A TV “Marília Agora”, através de Fábio Conti, fez este pedido, vejam:

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Foto ilustrativa da Rádio Clube de Marília, onde podemos ver o terraço onde aconteceu o Show de Renato e Seus Blue Caps em 1965.

E não é que os Beatles copiaram Renato e Seus Blue Caps até no show do terraço (Roof Top)? 😉 🙂

Porque Renato e Seus Blue Caps são Considerados os Beatles Brasileiros!

Renato e Seus Blue Caps fez muitas versões de músicas dos Beatles, colocando uma letra que não era nem de longe a tradução ao pé da letra dos originais, assim como fez também muitas homenagens a eles, introduzindo solos e levadas em músicas autorais, como por exemplo em “Porque Eu Te Amo”, de autoria de Paulo Cezar Barros (melodia) e Leno (letra), cuja introdução foi inspirada na música “Michelle”, de Lennon & McCartney e “Perdi Você”, de autoria de Renato Barros, sobre a qual já falamos aqui.

PORQUE EU TE AMO (1968)

Sobre “Perdi Você”, Renato Barros disse:

“Eu me inspirei naquela música dos Beatles, Penny Lane, tem até um solo de trompete no meio e a levada é a mesma. Nesta gravação de 1969 fiz a voz solo dobrada; as duas vozes do backing é a do Cid e mais outro, que deveria ser o Paulo Cezar Barros, mas não posso afirmar com certeza por que é possível que ele tivesse já deixado o grupo pra fazer carreira solo. Caso seja isso, a outra voz deve ser a minha também. Complicado, né? Mas eu canto duas vezes e dobra, só que na segunda vez eu tenho que cantar exatamente igual a primeira.” Renato Barros

Em “Júlia”, por exemplo, há influência de “Do You Want to Know a Secret”.

“Não Me Diga Adeus” e “Batom Vermelho” resgatam o arranjo de “Feche os Olhos”, influência indireta de “All My Loving”.

“Preciso Ser Feliz”, lembra “Menina Linda”, então tem influência de “I Should Have Known Better”.

A música “Como há dez anos atrás” é uma composição típica de Renato Barros com alguns elementos dos Beatles, portanto, é mais uma homenagem aos Fab Four e aos fãs que viveram aquela época da Beatlemania.
E é o próprio Renato Barros quem explica:

“A música ‘Como há dez anos atrás’ eu fiz inspirado na canção dos Beatles chamada ‘What You’re Doing’. Eu queria fazer uma música que lembrasse os Beatles e nem sei exatamente por que, me baseei nessa música.
E quando chega na parte que diz:
‘Dizem que recordar é viver
E eu vou recordando mais e mais
Se eu pudesse, então, voltar no tempo
Voltaria há dez anos atrás’.
O solo rápido neste trecho da música é um pedaço da música ‘Something’.
Portanto, a introdução, a levada e este solo em ‘Como há dez anos atrás’ foi tudo baseado nos Beatles.” (Por Renato Barros em 08/09/2018)
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Vejam também no Youtube:


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“Levada é o ritmo da música, e em Perdi Você a levada é toda em cima da música Penny Lane, guardada as devidas proporções, claro. Nessa música dá pra se identificar bem por que eu coloquei um Trompete e em Penny Lane há um solo similar a um Trompete.
Eu fazia tudo isso com outra música completamente diferente, e como exemplo citei Perdi Você, que não tem nada a ver com Penny Lane, musicalmente falando.
Eu tentava, procurava usar coisas que os Beatles faziam e colocava numa música completamente diferente, arranjava um lugarzinho pra botar… como no caso daquela guitarra em “Como há dez anos atrás”, que passa despercebida mas ela está ali; a introdução é quase que a mesma.” (Renato Barros em 11/09/2018)

RENATO E SEUS BLUE CAPS SEM FRONTEIRAS!

Desde os anos 60 que RENATO E SEUS BLUE CAPS se destaca no cenário musical brasileiro, primeiro por que surgiu quando o Rock and Roll começava no Brasil e eles foram pioneiros em apresentar as canções que começavam a fazer sucesso internacionalmente. Depois por que passaram pela Jovem Guarda, onde além de ser uma das bandas de maior sucesso, também foi responsável pelo sucesso de inúmeros cantores da época, pois eram seus instrumentos manejados com perfeição e profissionalismo impecável que acompanhavam esses cantores em suas gravações nos discos CBS e até mesmo em apresentações desses artistas no palco do programa Jovem Guarda.

Hoje RENATO E SEUS BLUE CAPS é um dos únicos artistas que não perdeu seus fiéis seguidores e fãs, pelo contrário, adquiriu outros das novas gerações, e a banda continua fazendo sucesso e lotando as casas e teatros por onde se apresenta.

RENATO BARROS, à frente de sua banda, sempre se destacou pelo inusitado, pela criatividade, pelo senso diferenciado na produção artística.

Como compositor, ele acredita na importância em se destacar o autor das canções, os quais são tão esquecidos pela mídia e inclusive pelos próprios intérpretes.
Pensando nisso, em seus Shows pelo Brasil Renato não apenas destaca as suas próprias composições que fizeram sucesso na voz de outros intérpretes como também presta homenagens a outros compositores, e também a quem o influenciou musicalmente.
Em breve os fãs poderão ver uma homenagem a um ex-Blue Cap, o músico Mauro Motta, que Renato considera o Burt Bacharach brasileiro, devido as suas incríveis harmonias, e também a Robinson Jorge, um grande músico esquecido pela mídia.
É que no Brasil parece que ficou estabelecida a cultura que diz ou pensa que o artista que canta ou toca Samba, por exemplo, não pode variar o repertório executando Rock, ou vice versa; mas Renato e Seus Blue Caps não permaneceu nesta mesmice. Renato e Seus Blue Caps saiu dessa por que tem capacidade para mostrar seu talento em outros ritmos musicais, como a Bossa Nova e o Samba Canção, por exemplo.

Viajam e levam a plateia com eles desde Charles Chaplin a Reginaldo Rossi, desde Tom Jobim a Lupicínio Rodrigues… e neste EMBALO, a banda se tornou “SEM FRONTEIRAS” em termos musicais.

“RENATO E SEUS BLUE CAPS SEM FRONTEIRAS!”

HOMENAGENS A CHARLES CHAPLIN, TOM JOBIM, VINÍCIUS DE MORAES, REGINALDO ROSSI E LUPICÍNIO RODRIGUES.

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A Banda Renato e Seus Blue Caps na Atualidade.

Renato & Seus Blue Caps é uma das bandas de Rock mais carismáticas do Brasil, oriunda do Rock e que foi primordial para a Jovem Guarda, tanto por ter acompanhado os artistas, participando ativamente nas gravações dos colegas, como também por ser uma das bandas de maior destaque e sucesso pelos discos lançados no Brasil nas décadas de 60/70/80/90/2000. Renato Barros, sempre à frente do seu tempo e muito antenado, descobriu que sua banda poderia se juntar ao estilo musical que os Beatles estavam mostrando ao mundo e foi quem apresentou os músicos britânicos aos brasileiros, através de versões que embalaram nossas vidas, e continuam a embalar até os dias de hoje!

A Banda teve várias formações ao longo de sua existência, e na atualidade conta com cinco integrantes. Vamos falar de cada um deles, começando pelo seu líder e idealizador, RENATO BARROS!

Renato Barros, o idealizador e fundador da banda.

Guitarrista, vocalista e compositor de vários sucessos da Música Popular Brasileira, Renato com sua banda iniciou uma carreira de sucesso bem antes da Jovem Guarda e foi preponderante nas carreiras dos colegas do movimento, principalmente nas de Erasmo Carlos, Wanderléa e Roberto Carlos.
Como compositor, mantém um grande número de músicas suas sendo regravadas até os dias de hoje, como podemos ver nesta foto quando do recebimento do troféu Imprensa entregue pelo SBT pela sua composição “Devolva-me”, gravada por Adriana Calcanhoto.
Renato é o Diretor Artístico e Musical dos Shows da banda Renato e Seus Blue Caps.
Nasceu em 27 de setembro.

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Cid Chaves, vocalista e saxofonista

Cid Rodrigues Chaves, Saxofonista e Cantor, atualmente é um dos vocalistas principais da banda Renato e Seus Blue Caps, fazendo parte do grupo desde 1964, quando foi contratado para tocar saxofone.

Cid iniciou sua carreira artística no começo dos anos 1960 atuando na banda The Silvery Boys, do bairro carioca de Campo Grande, ao lado dos primos Paulinho e Zezinho.

Em 1963, durante um show na cidade de Angra dos Reis no Rio de Janeiro, conheceu o baixista Paulo Cesar Barros que o convidou a ingressar no conjunto Renato e Seus Blue Caps, onde permanece até os dias de hoje.

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Darci Velasco, o Tecladista.

Darci é natural do Rio Grande do Sul, nasceu em 24 de fevereiro.

Cursou Licenciatura em Música na UFPE.

Toca os seguintes instrumentos:
Trompete, Contrabaixo, guitarra, bateria e por último Piano e teclados similares.

Entrou para a banda em 1989, tendo antes participado de outras, como a que formou com seus irmãos também músicos chamada “Água da Fonte”.
Depois que saiu do Rio Grande do Sul, participou de outras tantas, como “Os Tártaros”, nome dado a um povo do Oriente.

Também é professor de música.

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Gelsinho Moraes , o Baterista!

Gelsinho Moraes é natural do Rio de Janeiro, nasceu em 17 de junho e se juntou a esta nova formação da banda Renato e Seus Blue Caps como baterista em 2013.

Começou tocando em bandas de baile com 17 anos.

Seu primeiro contato gravando com Renato e Seus Blue Caps foi no LP Baton Vermelho.

Foi ao Studio com seu Pai Gelson Moraes e ao passar o som da bateria para seu pai para gravar a música Anjo Rebelde, Gelson Moraes, seu pai disse: _ “Fica aí e grava essa música!”

Aos 18 anos montou uma banda chamada Abalo Cínico. Que gravou na época pela gravadora RCA um LP produzido por Gelson Moraes. Depois passou a tocar com vários artistas do cenário da Música Brasileira, entre eles: MPB 4, Sandra de Sá, Cláudio Zoli, Léo Jayme , Gabriel O Pensador e outros.

Em 2009 seu pai começou a não poder fazer os shows por inteiro devido a uma isquemia. Sendo assim, começou a dividir os shows e em 2013, com o falecimento de seu pai, Gelsinho assumiu as baquetas e tambores de Renato e Seus Blue Caps.

Gelsinho Moraes disse: _” É com muito orgulho que faço parte desta Banda com uma história de glórias. Querida no Brasil inteiro. “Inteiro Mermo” rsrsrs com canções tão significativas que estão na história. Isto é Renato e Seus Blue Caps”!

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Bruno Sanson, o Contrabaixista

Bruno Sanson nasceu em 03 de novembro no Rio de Janeiro e é o mais novo integrante da banda Renato e Seus Blue Caps como contrabaixista e vocalista, desde julho de 2018.

Bruno deu seus primeiros passos na música na Igreja Batista, onde aprendeu violão e guitarra. Mais tarde foi músico do grupo Renascer Praise, como guitarrista e vocalista, participando de gravações e grandes eventos.
Nunca escondeu sua paixão pelo rock e nas horas vagas se juntava com os amigos pra tocar músicas de bandas como Legião Urbana, Guns’n Roses, Nirvana, entre outras, até que a coisa ficou séria quando se juntou em 2004 à banda Radar021.
Gravaram um CD pela “Boom Records”, que coincidentemente pertencia ao produtor musical Paulo Ivanovich, filho de Paulo César Barros, o primeiro contrabaixista da banda e irmão de Renato Barros.
Naquela ocasião, Bruno jamais imaginaria que mais tarde conheceria Renato e se tornaria um Blue Cap.

Mais tarde, ao despertar o interesse pelo áudio e produção musical, começou a atuar gravando e produzindo bandas de amigos, até que se formou como produtor musical e técnico de áudio na escola IATEC-RJ, onde se profissionalizou e trabalhou com outros grandes artistas, até que em 2012 se juntou ao elenco de Renato e Seus Blue Caps como Técnico de Monitor.
Um ano mais tarde, assumiu a responsabilidade como Técnico responsável e mixador de P.A da banda.

Em paralelo ao trabalho como técnico, Bruno foi guitarrista da banda Motim e baterista das bandas Malroot e Bongrado, ambas do Rio de Janeiro.

O convite para assumir o lugar até então ocupado por Amadeu Signorelli, veio através de uma ligação de Renato Barros.

“O Renato me ligou pra falar sobre a saída do Amadeu e perguntou o que eu achava… Eu falei que poderia tocar o baixo, já que eu também sou músico e já conhecia todo o show.

Na mesma hora o Renato gostou da ideia e concordou, falou inclusive que não apenas ele, mas todos os integrantes da banda já gostavam do meu trabalho, disse que todos estavam satisfeitos com a minha dedicação profissional, e em conjunto concordaram com a ideia de que eu assumisse como baixista, pois Renato sempre seguiu a filosofia de que todos têm que estar em comum acordo com qualquer decisão tomada em prol do coletivo.
Daí eu falei: _ É comigo!! Vambora!!” (Bruno Sanson)

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★♪♪♪♪★ ♪♪♪♪★CONTATO PARA SHOWS ★♪♪♪♪★ ♪♪♪♪★

Banda Renato e Seus Blue Caps

Renato Barros – líder guitarra / vocal
Cid Chaves – Vocal
Darci Velasco – Teclados
Bruno Sanson – Contrabaixo
Gelsinho Moraes – Bateria

CONTATO PARA SHOWS

Falar com Jorginho Maravilha
Telefones:
(21) 99983.4300 VIVO
(21) 98265.3038 TIM

A Banda Renato e Seus Blue Caps tem novo Contrabaixista!

Em 14 de julho de 2018, durante o Show da banda Renato e Seus Blue Caps em Juazeiro, na Bahia, iniciou seus trabalhos de Contrabaixista na Banda, o músico BRUNO SANSON, que já figurava há 06 anos como Técnico de Som, acompanhando o grupo pelo Brasil.
Além de Baixista, Bruno também toca guitarra e bateria.

RENATO BARROS apresentou BRUNO SANSON aos fãs e seguidores de Renato e Seus Blue Caps.
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“E é assim que uma nova fase se inicia! Com alegria, muito trabalho e dedicação eu viro uma página da vida pra estar no palco com essas lendas do Rock e da historia da música brasileira.
Pego esse bastão com muito orgulho e satisfação, sabendo do peso da bagagem que essa banda carrega.
Obrigado a cada um que, de alguma forma, contribuiu com esse crescimento”. (Bruno Sanson)

Durante o Show em Juazeiro, ao lado do guitarrista Renato Barros, líder da banda. Ao fundo, Gelsinho Moraes.

Segue uma breve entrevista de apresentação do Bruno, que aproveitou para agradecer a todos que manifestaram carinho e votos de boa sorte a ele.
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Bruno Sanson e o baterista Gelsinho Moraes

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FOTOS DO SHOW EM JUAZEIRO/BA

Apresentação da Banda na cidade de Juazeiro na Bahia, em 14 de julho de 2018.Estreia do Baixista Bruno Sanson.https://youtu.be/IRZW9UUYkxQ

Posted by Renato e Seus Blue Caps Original on Monday, July 16, 2018

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FECHE OS OLHOS – APRESENTAÇÃO EM JUAZEIRO/BA
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