RENATO BARROS FALA SOBRE OS BAIXISTAS QUE PASSARAM PELA BANDA E ESCLARECE A CURIOSIDADE DOS FÃS SOBRE A CAPA DO ÁLBUM DE 1969.

Perguntei a Renato Barros quais foram os baixistas que passaram pela banda Renato e Seus Blue Caps e se Cadinho (Cláudio) entrou depois de Pedrinho e antes do Amadeu. Renato respondeu que foi no final dos anos 80, depois da saída do Pedrinho e antes da entrada do Amadeu (atual baixista da banda). o início da gravação falhou, me desculpem), inclusive citou que ele aparece no documentário “Renato e Seus Blue Caps, Uma Historia de Sucesso”, exibido pela TV Manchete, produzido por Ney Padilha, e já publicado na página oficial da banda no Facebook.
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Ouçam neste vídeo a seguir a resposta de Renato Barros:

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O VÍDEO NO FACEBOOK:

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Sobre a capa do disco de 1969, Renato explica que era uma época em que estava em voga o psicodelismo, então eles acharam por bem fazer uma capa psicodélica, usando algumas roupas do tipo e tal. O fotógrafo da CBS disse que conhecia um lugar bem legal para este propósito, e indicou a Gamboa no Rio de Janeiro. E lá foram eles. Na época a formação era Renato, Cid, Pedrinho, Scarambone e Tony, e encontraram um muro meio em ruínas, ao lado de um portão, e fizeram a foto.

O primeiro que aparece, e está de colete preto, é o Pedrinho, baixista.

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A MELHOR MÚSICA DO ANO 2000!

Em 2001 o SBT apresentou o Troféu Imprensa, ocasião em que RENATO BARROS e LÍLIAN KNAPP receberam o prêmio pelas mãos de SILVIO SANTOS, no SBT, pela composição da música eleita a melhor do ano 2000, que foi “DEVOLVA-ME”.
A regravação foi feita por ADRIANA CALCANHOTTO, e escolhida como MELHOR MÚSICA DO ANO 2000.
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No Youtube


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FOTOS

 

Sonia Abrão votou contra… Lamento… rsrs

RENATO BARROS COMENTANDO O LP RENATO E SEUS BLUE CAPS DE 1963.

Em 30 de novembro de 2017 tive a oportunidade de gravar com RENATO BARROS sobre o álbum Renato e Seus Blue Caps de 1963, ocasião em que ele recordou alguns fatos curiosos e até mesmo engraçados.

Falamos sobre o programa de Jair de Taumaturgo, que foi quem escreveu na conta-capa do disco;

Renato também teceu comentários sobre as gravações de “Lobo Mau”, versão de Hamilton di Giorgio;

A música “Comanche” versus “Apache”;

O bebê em “Boogie do Bebê”, que na verdade era uma atriz;

As músicas não autorizadas, como “Kathleen”;

A paródia não autorizada, “O Bode e a Cabra”, uma gravação que foi descoberta por Leno Azevedo nos arquivos da CBS… e muito mais!

Ouçam o vídeo com trechos das músicas e os comentários de Renato. 😉
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O MESMO VÍDEO NO FACEBOOK

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RENATO E SEUS BLUE CAPS

Lado 1

– Limbo Rock
– Walking My Baby Back Home
– Estrelinha (Little Star)
– The Wanderer (O Lobo Mau)
– Comanche

Lado 2

– Boogie do Bebê
– Ford de Bigode
– What’d I Say
– Relax
– Stand Up

“Sim, eu os conheço muito bem. E justamente por isso, falo com base sobre as virtudes musicais destes jovens que integram o conjunto ‘RENATO E SEUS BLUE CAPS”.
Foi-me dada a satisfação de acompanhar a evolução dos moços que, no princípio, tinham apenas intuição artística e hoje, para gáudio da mocidade, formam um conjunto dos mais homogêneos e de grande valor.

Faço um retrocesso no tempo e encontro-me exatamente na época em que conheci ‘RENATO E SEUS BLUE CAPS”, há alguns anos. Estava na minha sala, na Rádio Mayrink Veiga, um grupo de amadores para se inscrever no programa “Hoje é Dia de Rock”, a fim de concorrer ao troféu, fazendo… mímica! E, a bem da verdade, até que não se saiu mal, pois conseguiu alcançar classificação de destaque. Lembro-me bem de Renato, Paulo César, Edinho (hoje categorizado intérprete, aplaudido por suas gravações como Ed Wilson e que naquele período era o crooner) e mais alguns companheiros, dando já mostras de acentuada inclinação para a música, improvisando as mais variadas encenações para os seus números mímicos, procurando dar vida ao conteúdo dos discos.
Mas, de espírito valente, como acontece com todos os jovens, acharam que podiam e deviam ultrapassar o terreno da imitação, para atingir um campo mais concreto, mais palpável. Do pensamento à ação, foi um pulo.
Dotados de uma extraordinária vontade, dedicaram-se à música ao vivo.
Seus primeiros instrumentos, adquiridos com muito sacrifício (moços pobres) não lhes permitiam mostrar a técnica resultante de horas e mais horas de estudos e de ensaios.
(Vale aqui lembrar que Paulo César, atualmente um exímio contrabaixista, começou tocando piano com dois dedos, para depois chegar À CONCLUSÃO DE QUE SEU INSTRUMENTO FAVORITO ERA OUTRO.)
O tempo, todavia, haveria de ajudar e hoje ‘RENATO E SEUS BLUE CAPS” possuem um notável instrumental que, manejado por mãos hábeis, transmite toda a alegria e vibração que encontramos na música moderna.
A meu ver, o que mais impressiona no Conjunto, é a simplicidade de seus componentes. Embora com algumas alterações desde a formação inicial, continuam a ser os mesmos rapazes corretos, educados e com os quais dá gosto lidar.
A sua popularidade é enorme (pude comprová-lo pessoalmente numa série de shows dentro e fora do Rio).
Seu repertório é atualíssimo, pois são selecionadas com critério as composições de evidência entre tantas que moços e moças cantam e assobiam.
É, enfim, um verdadeiro conjunto.
Seus componentes: RENATO BARROS (chefe do grupo), guitarra elétrica; PAULO CESAR, contrabaixo; ROBERTO SIMONAL, sax; ERASMO CARLOS, guitarra elétrica e também crooner; e, finalmente, TONIO, bateria.
A COPACABANA, ao lançar este que é o segundo LP de RENATO E SEUS BLUE CAPS, alcança dois objetivos: mais um premio ao talento dos jovens músicos e um grande lançamento para a juventude brasileira, que encontrará, não tenho a menor dúvida, um excelente entretenimento para suas horas de lazer.
De resto, só me cabe aconselhar ao discófilo: ouça as várias faixas deste microssulco e divirta-se a grande!”

Por JAIR DE TAUMATURGO

Entrevista com RENATO BARROS, guitarrista da Banda RENATO E SEUS BLUE CAPS

RENATO BARROS responde a algumas perguntas enviadas por músicos e fãs da banda Renato e Seus Blue Caps.

1 – Você usa um ZOOM G3 com um pedal de expressão ao lado, correto? Por que você utiliza este tipo de equipamento ao invés dos tradicionais pedais de efeito em separado? Seria por que assim fica mais prático? (Edson Fraioli de Mattos e Murilo Pires Camargo)

2 – Quais os efeitos e distorções (drives) que você usa na sua pedaleira? (Edson Fraioli de Mattos)

3 – Os equipamentos utilizados nas gravações da CBS na década de 60 eram todos Fenders, tanto as guitarras como os amplificadores? (Edson Fraioli de Mattos)

4 – O efeito FUZZ utilizado em muitos discos de Renato e Seus Blue Caps era importado ou era da Giannini? Você se recorda qual era? (Edson Fraioli de Mattos)

5 – Na capa do disco “Viva a Juventude” os instrumentos que vocês estão segurando são da Del Vecchio e isso consta até no site oficial da marca. Em 1966 foi uma febre a utilização de guitarras de 12 cordas, principalmente usadas nos discos Um Embalo e no LP do Roberto Carlos. A guitarra utilizada nestas gravações era da Del Vecchio? (Edson Fraioli de Mattos)

6 – Você foi um dos primeiros a utilizar o acorde Diminuto no Rock and Roll. De onde vem a influência? (Edson Fraioli de Mattos)

7 – Em “Feche os Olhos” há uma introdução, já no original “All my Loving”, começa direto. Foi uma solução técnica para que todos começassem juntos ou simplesmente um arranjo de bom gosto pra valorizar ainda mais a música? (Edson Fraioli de Mattos)

8 – A gente nota que quando você está tocando, tem um gesto característico de tombar a cabeça pra trás como se estivesse sentindo a música… Você prefere sentir o som da guitarra vindo mais do amplificador ou do retorno? (Edson Fraioli de Mattos)

9 – Qual o segredo para se tirar um bom som de guitarra dentro de uma banda? Seria o volume, as regulagens, tipos de overdrivers, quantidade de ganho, ambientação, calibre de corda, tipo de palheta ou apenas e simplesmente o talento do guitarrista? (Edson Fraioli de Mattos)

10 – Quais eram os órgãos utilizados nas gravações na década de 60, além do Hammond? (Edmar Silva)

11 – Como eram feitas as gravações na década de 60, eram todas diretas com a banda e voz ou eram feitos overdubs, ou seja, gravava-se a voz em separado e depois, já com a base da banda pronta? (Edmar Silva)

12 – Quais os artistas que você produziu e quais os que mais venderam discos na CBS? (Antonio Carlos Correia)

13 – O que você acha desses músicos que são fãs e admiradores da banda e que sempre estão postando vídeos na Internet tocando músicas de Renato e Seus Blue Caps? (Edson Fraioli de Mattos)

As perguntas foram enviadas pelos músicos e fãs da banda Renato e Seus Blue Caps:
– Edson Fraioli de Mattos
– Edmar Silva
– Murilo Pires Camargo
– Antonio Carlos Correia

AS RESPOSTAS PODERÃO SER OUVIDAS NO VÍDEO A SEGUIR
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Depoimentos de Músicos Brasileiros sobre a Influência dos Beatles.

Uma Série publicada pelo site UOL e a banda cover Zoom Beatles celebraram os 50 anos da Beatlemania e do lançamento do álbum “Please, Please Me”, dos Beatles, ocasião em que alguns músicos brasileiros foram entrevistados e deram seus depoimentos.
Para comemorar os 50 anos de “Please, Please Me” em 22 de março de 2013, 1º disco da banda que revolucionou e mudou os rumos da história da música, o UOL preparou um grande especial em vídeo, dividido em quatro capítulos.
Com depoimentos de nomes consagrados da música brasileira como Caetano Veloso, Cauby Peixoto, Ronnie Von, Ritchie, Odair José, Renato Barros (Renato e Seus Blue Caps) e Lilian Knapp (Leno e Lilian), a homenagem também conta com a participação da banda Zoom Beatles, que regravou nos mínimos detalhes o álbum para o especial. Cada faixa tem seu respectivo clipe, gravado no heliponto do prédio do UOL, em São Paulo.

Zoom Beatles

“Quem acha que não foram influência, não sabe apreciar”

“A gente fazia mais um arranjo para o Brasil, para a América do Sul, por que se tiverem que escolher entre a música gravada por vocês e a música gravada pelos Beatles, vocês vão ficar na rabeira…” disse Renato Barros

“Eles fizeram muito mais do que seria necessário. Depois, eu vi como as músicas deles eram bonitas!”, relembra Caetano Veloso. Tanto na performance nos palcos quanto no estúdio, o quarteto inglês mostrou sua genialidade ao longo de sua trajetória e continua sendo reconhecido por todas as gerações de músicos. “A ideia do pop song vem das mãos deles. Eles escreveram o manual para nós”, ressalta Ritchie.

Além dos depoimentos de Renato Barros (Renato e Seus Blue Caps), Caetano Veloso, Cauby Peixoto, Ronnie Von, Ritchie, Odair José, Lilian Knapp (Leno e Lilian), e do Radialista Roberto Maia, podemos assistir no episódio trechos dos clipes de “Do You Want To Know a Secret?”, “A Taste of Honey”, “There’s a Place” e “Twist and Shout”.

PARTE 1 – “Quando eles apareceram, era como ouvir Justin Bieber”, diz Caetano Veloso.

PARTE 2 – “A gente fazia mais um arranjo para o Brasil, para a América do Sul, por que se tiverem que escolher entre a música gravada por vocês e a música gravada pelos Beatles, vocês vão ficar na rabeira…” disse Renato Barros
“Depois dos Beatles, o ‘tio Ronnie’ virou Ronnie Von”, afirma o cantor.

PARTE 3 – “Em Goiás, acharam que John e Paul eram uma dupla sertaneja”, recorda Odair José.
Lílian Knapp menciona a amiga que cantou com os Beatles, que foi nossa querida Lizzie Bravo.

PARTE 4 – O 4º e último capítulo do “Especial Beatles – 50 anos de Beatlemania” traz detalhes do legado que a banda de Liverpool deixou e mostra como a indústria musical, desde então, tem seguido e copiado tudo que foi descoberto e aprimorado pela banda que mudou os rumos da música mundial.

O VÍDEO COMPLETO NO FACEBOOK
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DEPOIMENTO DE RENATO BARROS
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Algumas Composições e/ou Gravações da Banda Renato e Seus Blue Caps eleitas entre as 50 maiores dos anos 60.

Na ocasião dos 50 anos do início do movimento pop rock no Brasil, o chamado Jovem Guarda (cha cum dum… rsrs) realizamos uma pesquisa nos grupos Eterna Jovem Guarda e outras páginas no Facebook de artistas relacionados e os álbuns e canções de Renato e Seus Blue Caps mais votados seguem abaixo.

Antes uma curiosidade: RENATO BARROS, CID CHAVES e GELSON MORAES em entrevista falam sobre o jeito brasileiro de tocar criado por Renato e Seus Blue Caps.

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LP “Renato e Seus Blue Caps” (CBS – 1967)

As inúmeras versões de sucessos dos Beatles gravadas por Renato e Seus Blue Caps chegaram aos ouvidos da juventude brasileira bem antes das gravações originais do quarteto britânico, e isto ajudou a criar a ponte entre a Jovem Guarda e a Beatlemania que explodia no planeta.

Em 1967, acompanhando as mudanças que ocorriam na música estrangeira, o grupo gravou um dos álbuns mais importantes da sua carreira. Mesclando composições próprias com obscuras versões de bandas pouco conhecidas aqui no Brasil, o grupo trouxe para o cenário da Jovem Guarda o som de garagem de grupos como The Troggs (“I Can’t Control Myself’ e “With a Girl Like You”, que em suas respectivas versões ganharam os títulos de “Não Posso Me Controlar” e “Tem Que Ser Você”, ambas vertidas por Luiz Keller) e Manfred Mann (“Semi-Detached Suburban Mr. James”, que virou “Este Amor Me Faz sofrer”, também uma versão de Luiz Keller, a faixa que abre o disco).

Ainda sob a influência dos Beatles, a banda foi buscar no primeiro álbum do quarteto a balada “Anna”, original do cantor Arthur Alexander, e a versão dos Blues Caps acabou fazendo sucesso estrondoso em todo Brasil, cinco anos depois da gravação dos Beatles. Outros destaques do disco: “Vou Subir Bem Mais Alto Que Você”, outra versão de Luiz Keller para o sucesso “Reach Out I’ll Be There”, do grupo The Four Tops, “Menina Feia”, de Renato Barros, e “A Irmã do Meu Melhor Amigo”, composição de Leno.

A partir deste álbum de 1967, os Blue Caps deram início a uma significativa mudança na sonoridade da banda. Nos discos seguintes, o grupo de Renato Barros ampliaria seu universo musical, se afastando um pouco do iê-iê-iê para buscar novos horizontes no soul, no funk e num rock mais consistente, para isso, introduziriam em seu repertório novos compositores como o novato Cleo Galanth, o cantor e compositor Puruca (da dupla Os Jovens), e o novo produtor da CBS, um tal de Raulzito Seixas. (Por Rubens Stone)

LP “Isto É Renato e Seus Blue Caps” (CBS – 1965)

Em meados de 1965, os Blue Caps, estavam abarrotados de trabalho, eles eram a banda fixa da CBS nas gravações de diversos outros artistas da casa. Mesmo com pouco tempo, conseguiram realizar, no segundo semestre daquele ano um dos discos mais curiosos da Jovem Guarda.

Pra começar, “Isto É Renato e Seus Blue Caps” foi o representante no Brasil da chamada invasão britânica ocorrida na América do Norte no ano anterior. Ali estavam várias versões de sucessos ingleses, só da dupla Lennon/McCartney haviam quatro, “Feche os olhos (All my loving)”, “Eu sei (I’ll be back)”, “Meu primeiro amor (You’re going to lose that girl)” e “Sou tão feliz (Love me do)”.

Outra curiosidade era a capa, que é a mesma do LP “Elgart au Go Go”, de Les & Larry Elgart, também lançado em 1965. A CBS já havia se aproveitado do seu “banco de dados” para ilustrar a capa do primeiro disco de Roberto Carlos, “Louco Por Você” (1961), que era a mesma de um LP do organista Ken Griffin, “To Each His Own”, lançado em 1946. Outro artista que teve capa “clonada” foi Sérgio Murilo, no LP “Baby” (1961), em que a CBS aproveitou outra capa de Ken Grifin, a do disco “Sweet and Lively” (1960).

Mas isso parecia não ter a menor importância na época, já que os próprios artistas não contestavam, é bem provável que sequer sabiam que as capas de seus discos não tinham nada de originais.

Voltando ao repertório de “Isto É Renato…”, não precisa dizer que quase todas as canções tornaram-se sucessos radiofônicos, com destaque para “O escândalo”, versão de “Shame and scandal in the family”, sucesso do cantor Shawn Elliott; “Espero sentado”, versão do sucesso “Keep searchin’, de Del Shannon, além, é claro, das célebres “Feche os olhos” e “Meu primeiro amor”, músicas que ajudaram a introduzir a beatlemania no Brasil. (Por Rubens Stone)

LP “Um Embalo Com Renato e Seus Blue Caps” (CBS – 1966)

O quinto álbum de Renato e Seus Blue Caps consolidou de vez a banda como o maior grupo da Jovem Guarda.

“Um Embalo…” é um dos discos mais queridos pelos fãs da banda, e o segundo mais bem sucedido em termos de vendagens, só perdendo para o belíssimo LP de 1970.

Lançado no final de 1966, emplacou vários sucessos nas paradas, como “Meu bem não me quer”, “A primeira Lágrima”, “Não te esquecerei”, além de “Vivo só”, versão de “For your Love”, dos Yardbirds, e “Dona do meu coração”, versão de “Run for your life”, dos Beatles. Só tinha pérolas neste “Embalo…”.

Os Blue Caps foi talvez o grupo que melhor traduziu o som dos Beatles para esta terra brasilis. Este disco é um clássico absoluto da JG. (Por Rubens Stone)

Entre as músicas, destacamos aqui as composições de RENATO BARROS gravadas pela banda RENATO E SEUS BLUE CAPS e também as que foram gravadas por outros artistas, as quais foram escolhidas entre as 50 melhores.

“Menina Linda (I Should Have Know Better)” Renato e Seus Blue Caps (1965)

-Compositores: Lennon / McCartney – versão Renato Barros
– Álbum: Viva A Juventude! (CBS 37397 – 1965)

Quando Renato e Seus Blue Caps deram início às sessões de gravação do seu primeiro LP pela CBS, “Viva A Juventude!”, em dezembro de 1964, “Menina Linda”, versão para o sucesso dos Beatles “I Should Have Know Better”, já estava pronta, a pedido do apresentador Carlos Imperial. Incluída como faixa Nº 2 do LP, a música já fazia enorme sucesso no programa de Imperial. A partir de então, tornou-se um mega hit em todo o Brasil e a versão livre de Renato Barros se tornou, na época, bem mais conhecida do que a original dos Beatles.

“Feche Os Olhos (All My Loving)” Renato e Seus Blue Caps (1965)

-Compositores: Lennon/McCartney – versão Renato Barros
– Álbum: Isto É Renato E Seus Blue Caps (CBS 37433 – 1965)

Os Blue Caps foi a banda que melhor traduziu o som dos Beatles para o Brasil, e aqui eles cometem mais uma versão sublime de um clássico do quarteto inglês, há quem prefira essa versão à original “All My Loving”, de Lennon e McCartney, e isso deve-se ao fato de que muitas pessoas ouviram primeiro, e por alguns anos, a versão dos Blue Caps, antes de ouvir a original.

“Eu Não Sabia Que Você Existia” – Gravação de Leno e Lilian (1966) (Lembrando que a dupla foi criada por Renato Barros, que era noivo de Lílian na época).

-Compositores: Renato Barros/Toni Pinheiro
-Álbum: Leno e Lilian (CBS 37470 – 1966)

Após o estrondoso sucesso de “Pobre Menina”, Leno e Lilian emplacaram na sequência essa pérola do iê-iê-iê romântico, uma deliciosa balada pop, banhada pelos vocais sublimes da dupla mais querida da Jovem Guarda e acompanhada de ensolarados solos de guitarras do autor da canção, Renato Barros.

“Gatinha Manhosa” – Renato e Seus Blue Caps (1965) e Erasmo Carlos (1966)

-Compositores: Roberto Carlos/Erasmo Carlos
-Álbum: Viva a Juventude em 1965 (CBS 37.397, abril de 1965) e posteriormente no LP Você Me Acende (RGE XRLP-5.297 – 1966)

Todo mundo sabe que Erasmo era o machão da Jovem Guarda, o cara perigoso, portanto, as menininhas estavam avisadas, era preciso manter distância do roqueiro. Mas, por debaixo daquela capa de durão, batia também um doce coração, como vemos nesta balada açucarada, banhada pelo órgão de Lafayette, cuja letra, se desmanchava em versos de amor e em designações com um quê de malícia juvenil, como “gatinha”, “manhosa”, “dengosa”, “beicinho”. Lançada sem nenhuma repercussão no ano anterior pelo grupo Renato e Seus Blue Caps, na gravação de Erasmo, “Gatinha Manhosa” se tornou um grandioso sucesso.

“Primeira Lágrima” Renato e Seus Blue Caps (1966)

-Compositor: Renato Barros
-Álbum: Um Embalo Com Renato E Seus Blue Caps (CBS 37.743 – Novembro 1966)

Uma das canções centrais do álbum “Um Embalo com Renato e Seus Blue Caps” e um dos maiores sucessos dos Blue Caps em todos os tempos, “Primeira Lágrima” era mais uma demonstração da forte influência dos Beatles na música do conjunto carioca.

“Devolva-me” – Gravação de Leno e Lilian (1966)

-Compositores: Renato Barros/Lilian Knapp
– Álbum: Leno e Lilian (CBS 137.470 – 1966)

Uma das baladas mais representativas da JG, embalou muitas briguinhas de namorados. Muitas meninas aproveitaram os toques da canção para dar aquele fora no garoto, sem esquecer de pedir de volta todas as lembrancinhas dadas no auge do romance, agora terminado. Finalmente, os finais amorosos agora tinham sua trilha sonora.

As Composições de Renato Barros Gravadas por Roberto Carlos.

RENATO BARROS
Foto by Henrique Kurtz
25/07/2017

Ao longo de sua carreira o cantor Roberto Carlos gravou 04 canções compostas por RENATO BARROS, que são:

1 – O FEIO (Getúlio Côrtes/Renato Barros)

LP Jovem Guarda lançado em novembro de 1965 sob o número CBS 37432.

2 – VOCÊ NÃO SERVE PRA MIM (Renato Barros)

LP Em Ritmo de Aventura lançado em novembro de 1967 sob o número CBS 37525.

3 – NÃO HÁ DINHEIRO QUE PAGUE (Renato Barros)

LP O Inimitável lançado em dezembro de 1968 sob o número CBS 375851.

4 – MAIOR QUE O MEU AMOR (Renato Barros) – LP Roberto Carlos lançado em 1970.

5 – VOCÊ NÃO SABE O QUE VAI PERDER (Renato Barros) – LP Roberto Carlos lançado em 1971.

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RENATO BARROS em 25/07/2017
Foto: henrique Kurtz