RENATO BARROS responde algumas perguntas e faz esclarecimento sobre o nome da banda “Renato e Seus Blue Caps”.

Conversando hoje com Renato Barros, fiz a ele algumas perguntas, as quais ele respondeu com aquele seu jeito tranquilo e simples de ser. 😉

1 – Renato, soube que no livro “O bom” Eduardo Araújo escreveu que foi ele quem deu o nome pra banda de “Renato e Seus Blue Caps”, porém nós os fãs sabemos que a historia contada por você é outra, inclusive sei que Carlos Imperial até havia depois registrado o nome mas algum tempo antes de seu falecimento ele o procurou pra lhe passar os direitos… enfim, você tem ideia do motivo que levou Eduardo Araújo a pensar que foi quem fez a escolha do nome?

2 – O fã Olivério Machado gostaria de saber como foi que você começou a tocar violão, quais as primeiras notas que aprendeu, se você teve um professor ou foi auto didata?

3 – O fã Gabriel Silva, entre outros, gostaria que você explicasse qual a referência para que o disco lançado em 1976 recebesse o título de “10 anos de Renato e Seus Blue Caps”, dado que naquela data a banda já contava mais de 17 anos de estrada…

4 – Perguntei sobre a composição de Ed Wilson (Alessandro) para o LP de 1977, intitulada “ADORADA”, e embora não esteja gravado neste depoimento, depois Renato me disse que a música é bem inspirada em “That´s What I Want” (The Square Set).

OUÇAM AS RESPOSTAS

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O VÍDEO NO FACEBOOK
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“ADORADA” – Do LP Renato e Seus Blue Caps de 1977

Composição: Alessandro (pseudônimo de Ed Wilson)
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UMA VERDADE QUE NÃO QUER CALAR! (NA MÚSICA BRASILEIRA)

Vejam esta comparação: Hotel California com Eagles e com Renato e Seus Blue Caps.

Hotel California – Eagles

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Hotel California – Renato e Seus Blue Caps

Recentemente a banda Eagles publicou este vídeo introduzindo um solo de Trompete no início, remetendo a uma influência da música Flamenca na canção, coisa que Renato e Seus Blue Caps em seus shows já havia introduzido nesta música o clássico “Arranjuez Mon Amour”, um arranjo elaborado por Renato Barros, que apesar de francês, nos remete às canções espanholas (Flamencas). (no vídeo acima, a partir de 2min.17’)
Uma feliz coincidência!?! 😉

Neste vídeo a seguir, em entrevista, o músico Renato Barros fala sobre este arranjo que fez na música Hotel California:

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Vejam agora estes outros vídeos e tirem suas conclusões…

ISTO É ROCK AND ROLL! =>>> Quem sabe, sabe! 😉

Garota Malvada – Renato e Seus Blue Caps

Menina Linda – Tequila Baby Ao vivo no Festival Planeta Atlântida.

ISTO É BOSSA NOVA! =>>> Na MPB, quem sabe, sabe, e se tem competência, realiza! 😉

Renato e Seus Blue Caps homenageando a Bossa Nova…

… E também homenageando Lupicínio Rodrigues!

Isso é o que chamamos de genialidade, isso é ter a música nas veias, no sangue, no coração.

Coincidências à parte, outro dia num programa do Canal Bis chamado “Vamos tocar com Léo Gandelman”, ouvi um roqueiro dizer que fazia bossa nova…
Bastou Renato e Seus Blue Caps ter tido a ideia e ter tomado a iniciativa de cantar e tocar BOSSA NOVA para homenagear Tom Jobim em seus shows, para que um roqueiro confesso dissesse que gostava de bossa nova, mas que com a onda da Jovem Guarda passou a tocar Rock. O que seria isso? Uma inversão da historia?

Ocorre que muitos jornalistas, críticos musicais e escritores (não vou citar nomes por questão de ética), teimam em esconder do grande público a verdade dos fatos, cometendo assim a corrupção cultural, tentando incutir falsas verdades, talvez por interesses escusos.
Por isso… “lava jato” neles!

 

PARABÉNS RENATO E SEUS BLUE CAPS, A MELHOR BANDA DE ROCK DO BRASIL, APESAR DA MÍDIA! SALVE SALVE!!!

Os Bons Tempos da Beatlemania de volta com Renato e seus Blue Caps!

Lembram da chegada dos Beatles à América?

Algo semelhante aconteceu na última sexta-feira quando a banda Renato e Seus Blue Caps retornaram a Porto Alegre para um Show em importante teatro na cidade, o Bourbon do Country!

Não apenas autoridades, músicos e jornalistas aguardavam a chegada dos músicos no Aeroporto Salgado Filho, mas também uma legião de fãs liderados por Nice Carpin, Tarcísio CasaNova, Henrique David, Luciano Oliveira Goulart, entre outros que empunhavam faixas e cartazes saudando seus ídolos!

Após a festiva recepção no Aeroporto, Renato e sua trupe recebeu mais homenagens em um cocktail de boas vindas organizado por Nice Carpin…

O show realizado no Teatro foi impecável e um dos mais aplaudidos de toda a temporada durante o mês de março!

MAIS FOTOS DO SHOW

Show de Renato e Seus Blue Caps no Teatro Bourbon Country em Porto Alegre, realizado em 31 de março de 2017.

Posted by Renato e Seus Blue Caps Original on Saturday, April 1, 2017

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Durante o Show, quando entra a parte autoral, Renato Barros fez belíssima homenagem ao músico gaúcho Lupicínio Rodrigues, uma filmagem feita pelo músico Tarcísio CasaNova!

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Alguns fãs que estiveram presentes também enviaram vídeos, como este onde o fã Henrique David canta emocionado juntamente com Renato e Cid…

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No mês de abril a banda deverá voltar a se apresentar em Belo Horizonte, Curitiba, Maceió, Aracajú, Niterói, etc…

A agenda de Shows é sempre atualizada na Página Oficial da Banda e também na Página Oficial do músico Renato Barros.

Para fazer parte do Fã Clube, venha para o grupo RENATO E SEUS BLUE CAPS BRASIL (FÃ CLUBE) e fique por dentro de tudo sobre a banda mais carismática do Brasil, RENATO E SEUS BLUE CAPS! 😉

FOTOS ENVIADAS POR LUCIANO OLIVEIRA GOULART

VÍDEOS ENVIADOS POR TARCÍSIO CASANOVA E HENRIQUE DAVID

Geraldo Alves, primeiro Empresário Artístico de Roberto Carlos lança livro de memórias.

Estas duas imagens a seguir são do grupo The Clevers em sua segunda formação…

O ano era 1965 e nessa ocasião Roberto Carlos iniciava à frente do recém lançado programa, o Jovem Guarda da TV Record, e prometia colocar a banda no Jovem Guarda para promover a nova versão dos Clevers, porque os anteriores tinham migrado para “Os Incríveis”, cujo nome era o título dos LPs dos Clevers.

Foi um sufoco, muita confusão na época, mas Antonio Aguillar conta que conseguiu ultrapassar todos os obstáculos e fazer sucesso com a versão da música “No Reply” dos Beatles, título “SEM RESPOSTA”, versão escrita por Norberto de Freitas, um discotecário da Radio Nacional de São Paulo.
Essa banda chegou a tocar no Reino da Juventude da TV Record e fez outros programas de televisão em São Paulo além de ampla divulgação do sucesso “Sem Resposta”.

Em vista de se vestirem como os Beatles e lembrarem os músicos ingleses com suas roupas e cabeleiras, acabaram sendo contratados para tocar no Beco, uma casa promovida pelo famoso Abelardo Figueiredo.

Em 1968 acabou o programa Jovem Guarda e eles também se debandaram, cada um seguindo seu caminho solo, o nome ficou fora da mídia até que Aguillar voltou ao radio em 2005, com o programa Jovens Tardes de Domingo pela Radio Capital, quando formou um novo grupo com a patente The Clevers, chegando a gravar dois CDs e um DVD e continua até hoje tocando em shows e bailes.

Estou contando esta historia por que no próximo dia 9 de abril ocorrerá o lançamento do livro de Geraldo Alves, o primeiro empresário artístico de Roberto Carlos e de muitos outros artistas da Jovem Guarda, e a banda The Clevers em sua formação atual estará presente no Bar Brahma acompanhando a apresentação dos artistas convidados para o lançamento do livro.

Um detalhe: Roberto Carlos autorizou o livro de Geraldo Alves.

Hoje a formação dos Clevers tem Rod Spencer na guitarra solo, Luiz Monteiro na guitarra base e vocalista, Satoru no contra baixo, João Kramer no teclado e Evaldo Correa na batera.

Segue uma entrevista levada ao ar pela Rádio Capital em 26/03/2017, ocasião em que Antonio Aguillar conversou com Geraldo Alves. Ele contou alguns detalhes do início de carreira de Roberto Carlos, convidou para o lançamento de seu livro no dia 09 de abril, às 16h30 no Bar Brahma em São Paulo, e citou alguns cantores lançados por ele como Paulo Sérgio, Altemar Dutra, entre outros.

Ao final temos a oportunidade de ouvir um depoimento do saudoso Sérgio Murilo a Antonio Aguillar, contando por que cantava com as mãos…

Ouçam!

Geraldo Alves foi o primeiro empresário artístico de Roberto Carlos. Ele era açougueiro em Limeira, interior de São Paulo, e também acordeonista. Quando trabalhava com Roberto Carlos no inicio de carreira, Geraldo Alves levava Roberto a fazer shows em circos (era moda na época) e acompanhava o cantor com o seu acordeom ou sanfona, como era chamada na época, enquanto Roberto tocava seu violão.

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SHOW DE RENATO E SEUS BLUE CAPS NO TEATRO BRADESCO EM SÃO PAULO (EU FUI!)

Amadeu Signorelli, Renato Barros, Lucinha Zanetti, Darcy Velasco, Gelsinho Moraes e Cid Chaves

Um fã faz tudo pelos seus ídolos, e eu não sou diferente.

Fui ao Show e queria registrar tudo, cada segundo, mas foi praticamente impossível, e apesar de ter feito três diferentes gravações, nenhuma ficou boa, e por este motivo peço desculpas aos artistas pela filmagem amadora, os vídeos estão bastante tremidos, mas ninguém pode imaginar o quanto eu me empenhei em registrar tudo pra compartilhar com meus amigos e fãs de Renato e Seus Blue Caps.
Foi a minha primeira vez no Teatro Bradesco em São Paulo, se eu soubesse teria me sentado na primeira fileira com uma cadeira de suporte para as minhas duas câmeras, o celular e um iPad (este ficou no meu colo…), além das baterias que comprei pra não deixar de filmar por falta delas… rsrs
Me desculpem pelas imagens, fiz o que pude, mas não sou profissional, sou apenas uma fã ardorosa da banda.

Renato e Seus Blue Caps – Show no Teatro Bradesco em São Paulo, realizado em 22 de março de 2017 – Parte 1

Camarim
Afinando os instrumentos
Entrada no palco
Começa o Show

.NO YOUTUBE

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Renato e Seus Blue Caps – Show no Teatro Bradesco em São Paulo, realizado em 22 de março de 2017 – PARTE 2

Dona do meu coração (trecho)
Apresentação da Banda
Renato conta a historia do Blazer que está usando no Show
Eu não aceito o teu adeus
Eu sou apenas alguém
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No Youtube

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Renato e Seus Blue Caps – Show no Teatro Bradesco em São Paulo, realizado em 22 de março de 2017 – PARTE 3

Hotel California
Renato e Cid conversam
Ana
Playboy
Não volto não
Cláudia
Garota Malvada
Show de guitarra do maior guitarrista do Brasil, que fez a guitarra até gemer => Renato Barros!!!

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NO YOUTUBE

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Garota Malvada e o Show do maior guitarrista do Brasil, Renato Barros!

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Renato e Seus Blue Caps – Show no Teatro Bradesco em São Paulo, realizado em 22 de março de 2017 – PARTE 4

Smile
Corcovado
Eu sei que vou te amar

Devolva-me
A Pobreza
Eu não sabia que você existia
Você não serve pra mim

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NO YOUTUBE

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E ainda tivemos o Show de Rock and Roll anunciado pelo Cid Chaves.
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FOTOS

Posted by Lucinha Zanetti on Wednesday, March 22, 2017

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RENATO BARROS E CID CHAVES ENTREVISTADOS POR ANTONIO AGUILLAR NO CAMARIM DO TEATRO BRADESCO EM SÃO PAULO

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TIETAGEM NO HOTEL ANTES DO SHOW

Chegada de Renato e Seus Blue Caps no Hotel Blue Tree Towers Paulista Premium em São Paulo para o Show no Teatro Bradesco, em 22 de março de 2017.

Posted by Lucinha Zanetti on Wednesday, April 5, 2017

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MAIS FOTOS

Posted by Lucinha Zanetti on Wednesday, March 22, 2017

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Faleceu hoje Pete Shotton, o melhor amigo de John Lennon na Quarry Bank High School.

Morreu hoje aos 75 anos Pete Shotton, o melhor amigo de John Lennon na Quarry Bank High School.

Pete Shotton à esquerda, com John Lennon, na Quarry Bank High School em Liverpool.

Homenagens estão sendo preparadas e sabe-se que ele morreu de ataque cardíaco em sua casa em Knutsford, Cheshire.
No momento está sendo providenciado seu funeral.

Informações aqui.

Pete Shotton fazia parte da banda formada por Lennon, The Quarrymen, que tinha a seguinte formação:

Colin Hanton – bateria, Eric Griffiths – guitarra, John Lennon – vocal, guitarra, Ivan Vaughan – baixo (tea-chest), Pete Shotton – esfregão (washboard) e Rod Davis – banjo.

No ano de 1956 John Lennon era um aluno da escola chamada Quarry Bank School em Liverpool, e adorava tocar Skiffle com seus companheiros.

Nesta época Paul McCartney chorava a morte de sua mãe Mary e estudava em outro colégio de Liverpool, onde também estudava seu colega George Harrison, 9 meses mais novo que ele.

Em 1957 John Lennon decidiu formar um grupo de Skiffle e formou o grupo “The Blackjacks”, porém, este nome durou apenas uma semana e John usou o nome da escola como inspiração para criar “The Quarry Men” em março de 1957.

The Black Jacks

Não é surpresa portanto Pete Shotton ser o primeiro musico que o jovem Winston intimidaria a aprender a tocar um instrumento para entrar em “sua” banda. O duo consistia de John Lennon num violão com quatro cordas e Pete Shotton tocando esfregão com dedal, instrumento tão na moda no skiffle. Nascia assim, perto do final de 1956, The Black Jacks Skiffle Group. O nome veio graças ao fato que os dois sempre tocavam de jeans negro. Inicialmente muito satisfeito com sua realização musical, aprendendo números de Lonnie Donnegan e alguns outros sucesso da época, Lennon rapidamente percebia a necessidade de ter mais componentes. Com mais gente na banda, trazendo um maior número de instrumentos e assim aumentando a carga sonora do grupo (em outras palavras, fazendo mais barulho), poderiam, quem sabe, atrair mais a atenção de um público hipotético.

Com duas semanas de existência, the Black Jacks teria o acréscimo de Eric Griffths, que ganhara um violão novo de presente do seus pais, e Bill Smith tocando um baixo improvisado, feito de cabo de vassoura, corda e um caixote de chá pintado de preto. Os dois são amigos de Lennon da escola. Griffths e Lennon foram juntos ter aulas de violão com um tutor mas abandonaram na segunda aula. Acabaram tendo suas aulas de Julia Lennon mãe de John, que afinava os instrumentos para os dois e lhes ensinaou acordes de banjo. Este núcleo inicial da banda tocava geralmente em festas. Outros meninos se juntavam aos quatro, esporadicamente participando da formação, mesmo que, em alguns casos, durando apenas um ensaio.

Com a moda do skiffle se alastrando e crianças em todos os cantos buscando instrumentos para montarem suas bandas, o Natal de 1956 foi marcado pela quantidade de instrumentos musicais que foram presenteados pelos pais. É o caso de Colin Hanton e Rod Davis, respectivamente ganhando uma pequena bateria, e um banjo. Hanton e Griffths se conheciam de jogar futebol de rua na vizinhança. Quando soube que Hanton tinha ganho uma bateria, foi convidado para entrar na banda.

Rod Davis, o bom aluno entre eles, depois de tentar tocar o violino e o ukulele, acabou se acertando com o banjo. Mal começou a se gabar do presente que seria rapidamente convidado por Griffths a entrar para o grupo. Portanto o ano de 1957 começa com este grupo de skiffle na sua formação completa: John cantava e tocava guitarra, Colin Hanton tocava bateria, Eric Griffiths tocava guitarra, Pete Shotton tocava no “washboard”, Rod Davis no banjo e Bill Smith no baixo (bass). Bill logo foi substituído por Ivan Vaughan.

The Quarry Men – 06 de Julho de 1957 – St. Peter’s Woolton Garden – John Lennon e Eric Griffths nos violões, Pete Shotton no esfregão e dedal, Rod Davis no banjo, Len Garry no baixo improvisado e Colin Hanton na bateria.

The Quarry Men – 6 de Julho de 1957 – St. Peter’s Woolton Garden – John Lennon e Eric Griffths nos violões, Pete Shotton no esfregão e dedal, Len Garry no baixo improvisado e Colin Hanton na bateria.

John Lennon e a influência de Buddy Holly.

Em 1957, Buddy Holly se tornou uma das mais influentes referências, não apenas musicalmente, de John Lennon. Até o surgimento de Holly, o rock’n’roll estava muito distante de qualquer garoto britânico. Além da influência musical de Buddy Holly – como compor suas próprias canções, cantar e tocar a guitarra principal e participar de um grupo cujo nome era um extravagante substantivo coletivo, como Crickets –, ele usava um imenso par de óculos, que ia contra qualquer princípio de um cantor de rock. John, que até então evitava usar seus óculos, agora se sentia aliviado, sem pensar que sua miopia o colocaria automaticamente no grupo dos esquisitos e intelectuais. Logo ele passou a importunar tia Mimi para que lhe comprasse um novo par de óculos. Sem saber ao certo o motivo, ela aceitou, presumindo que agora ele não mais tiraria os óculos quando saísse de seus cuidados. Porém, John continuava mantendo sua miopia em segredo, deixando que apenas alguns seletos amigos o vissem com a nova aquisição, e somente em momentos totalmente necessários, como alguma tarefa escolar um pouco mais complexa ou os ensaios com Paul em Forthlin Road.

Algumas fotos, quando eram tiradas de surpresa, acabavam captando John por de trás do seu par de óculos (foto abaixo).
Apesar de todas as influências significativas que a chegada de Buddy Holly causaram em John Lennon, nenhuma seria tão evidente e marcante como a musical.

Em 1974, depois de John Lennon ter mostrado ao mundo todo o seu talento musical, agora com um par de óculos redondos, Jim Dawson, um jornalista autônomo iniciante de San Francisco, contatou John. Na época, Dawson trabalhava na Receita Federal em San Francisco, e pretendia escrever um artigo sobre Buddy Holly and the Crickets. Para chamar a atenção da Rolling Stone, para quem ele pretendia vender o artigo, ele enviou um questionário curto a Bob Dylan, Paul McCartney e John Lennon. Como era de se esperar, levando em conta a quantidade de cartas que respondia, só John respondeu. A matéria nunca foi parar nas páginas da Rolling Stone, mas Dawson se tornou escritor de música e lançou alguns livros sobre rock e Buddy Holly.
Recentemente ele contou a Hunter Davies o destino do interessante questionário: “Guardei o original da carta de John em um cofre por muitos anos, junto com centenas dos meus LPs que nunca toquei. Cansei de me preocupar com eles, me custava muito mantê-los e ninguém podia vê-los. Então um dia, há cerca de dez anos, decidi vender tudo em leilão. Não sei quem comprou a carta, mas espero que esteja em boas mãos”.

PARTE DO QUESTIONÁRIO

1. Como você reagiu à turnê dos Crickets pela Inglaterra em 1958?

Eu só os vi no Palladium de Londres (pela TV), eles eram ótimos! Foi a primeira vez que vi uma guitarra Fender! Sendo tocada!! Enquanto o cantor cantava!!! Também o “segredo” da bateria em Peggy Sue foi revelado… ao vivo…

2. Que efeito isso teve nos músicos britânicos?

Só sei do efeito em mim. Mas reconheço que os discos tiveram um efeito enorme sobre todos nós. TODOS OS GRUPOS TENTAVAM SER OS CRICKETS. O nome BEATLES foi diretamente inspirado pelos CRICKETS (DOUBLE ENTENDRE/INSETOS etc.) Acho que o maior efeito foi na COMPOSIÇÃO MUSICAL. (ESPECIALMENTE A MINHA E A DE PAUL)

3. O que você acha de Buddy Holly musical e historicamente?

Ele foi um músico ótimo e inovador. Ele era um “MESTRE”. Sua influência persiste. Sempre me pergunto como seria a música dele hoje, se ele estivesse vivo…

4. Você acha que a música dele teve algum efeito no estilo dos Beatles? Em seu sentimento pela música?

Veja acima. Interpretamos praticamente tudo que ele lançou i.e. ao vivo no Cavern etc, etc. O que ele fez com “3” acordes fez de mim compositor!!

5. Outras observações?

Ele foi o primeiro sujeito que eu vi com um capo xxx Ele mostrou que era legal usar óculos! Eu ERA Buddy Holly.

Com amor, John Lennon

PUBLICADO POR BEATLEPEDIA EM 16 DE OUTUBRO DE 2013.