Faleceu hoje Pete Shotton, o melhor amigo de John Lennon na Quarry Bank High School.

Morreu hoje aos 75 anos Pete Shotton, o melhor amigo de John Lennon na Quarry Bank High School.

Pete Shotton à esquerda, com John Lennon, na Quarry Bank High School em Liverpool.

Homenagens estão sendo preparadas e sabe-se que ele morreu de ataque cardíaco em sua casa em Knutsford, Cheshire.
No momento está sendo providenciado seu funeral.

Informações aqui.

Pete Shotton fazia parte da banda formada por Lennon, The Quarrymen, que tinha a seguinte formação:

Colin Hanton – bateria, Eric Griffiths – guitarra, John Lennon – vocal, guitarra, Ivan Vaughan – baixo (tea-chest), Pete Shotton – esfregão (washboard) e Rod Davis – banjo.

No ano de 1956 John Lennon era um aluno da escola chamada Quarry Bank School em Liverpool, e adorava tocar Skiffle com seus companheiros.

Nesta época Paul McCartney chorava a morte de sua mãe Mary e estudava em outro colégio de Liverpool, onde também estudava seu colega George Harrison, 9 meses mais novo que ele.

Em 1957 John Lennon decidiu formar um grupo de Skiffle e formou o grupo “The Blackjacks”, porém, este nome durou apenas uma semana e John usou o nome da escola como inspiração para criar “The Quarry Men” em março de 1957.

The Black Jacks

Não é surpresa portanto Pete Shotton ser o primeiro musico que o jovem Winston intimidaria a aprender a tocar um instrumento para entrar em “sua” banda. O duo consistia de John Lennon num violão com quatro cordas e Pete Shotton tocando esfregão com dedal, instrumento tão na moda no skiffle. Nascia assim, perto do final de 1956, The Black Jacks Skiffle Group. O nome veio graças ao fato que os dois sempre tocavam de jeans negro. Inicialmente muito satisfeito com sua realização musical, aprendendo números de Lonnie Donnegan e alguns outros sucesso da época, Lennon rapidamente percebia a necessidade de ter mais componentes. Com mais gente na banda, trazendo um maior número de instrumentos e assim aumentando a carga sonora do grupo (em outras palavras, fazendo mais barulho), poderiam, quem sabe, atrair mais a atenção de um público hipotético.

Com duas semanas de existência, the Black Jacks teria o acréscimo de Eric Griffths, que ganhara um violão novo de presente do seus pais, e Bill Smith tocando um baixo improvisado, feito de cabo de vassoura, corda e um caixote de chá pintado de preto. Os dois são amigos de Lennon da escola. Griffths e Lennon foram juntos ter aulas de violão com um tutor mas abandonaram na segunda aula. Acabaram tendo suas aulas de Julia Lennon mãe de John, que afinava os instrumentos para os dois e lhes ensinaou acordes de banjo. Este núcleo inicial da banda tocava geralmente em festas. Outros meninos se juntavam aos quatro, esporadicamente participando da formação, mesmo que, em alguns casos, durando apenas um ensaio.

Com a moda do skiffle se alastrando e crianças em todos os cantos buscando instrumentos para montarem suas bandas, o Natal de 1956 foi marcado pela quantidade de instrumentos musicais que foram presenteados pelos pais. É o caso de Colin Hanton e Rod Davis, respectivamente ganhando uma pequena bateria, e um banjo. Hanton e Griffths se conheciam de jogar futebol de rua na vizinhança. Quando soube que Hanton tinha ganho uma bateria, foi convidado para entrar na banda.

Rod Davis, o bom aluno entre eles, depois de tentar tocar o violino e o ukulele, acabou se acertando com o banjo. Mal começou a se gabar do presente que seria rapidamente convidado por Griffths a entrar para o grupo. Portanto o ano de 1957 começa com este grupo de skiffle na sua formação completa: John cantava e tocava guitarra, Colin Hanton tocava bateria, Eric Griffiths tocava guitarra, Pete Shotton tocava no “washboard”, Rod Davis no banjo e Bill Smith no baixo (bass). Bill logo foi substituído por Ivan Vaughan.

The Quarry Men – 06 de Julho de 1957 – St. Peter’s Woolton Garden – John Lennon e Eric Griffths nos violões, Pete Shotton no esfregão e dedal, Rod Davis no banjo, Len Garry no baixo improvisado e Colin Hanton na bateria.

The Quarry Men – 6 de Julho de 1957 – St. Peter’s Woolton Garden – John Lennon e Eric Griffths nos violões, Pete Shotton no esfregão e dedal, Len Garry no baixo improvisado e Colin Hanton na bateria.

John Lennon e a influência de Buddy Holly.

Em 1957, Buddy Holly se tornou uma das mais influentes referências, não apenas musicalmente, de John Lennon. Até o surgimento de Holly, o rock’n’roll estava muito distante de qualquer garoto britânico. Além da influência musical de Buddy Holly – como compor suas próprias canções, cantar e tocar a guitarra principal e participar de um grupo cujo nome era um extravagante substantivo coletivo, como Crickets –, ele usava um imenso par de óculos, que ia contra qualquer princípio de um cantor de rock. John, que até então evitava usar seus óculos, agora se sentia aliviado, sem pensar que sua miopia o colocaria automaticamente no grupo dos esquisitos e intelectuais. Logo ele passou a importunar tia Mimi para que lhe comprasse um novo par de óculos. Sem saber ao certo o motivo, ela aceitou, presumindo que agora ele não mais tiraria os óculos quando saísse de seus cuidados. Porém, John continuava mantendo sua miopia em segredo, deixando que apenas alguns seletos amigos o vissem com a nova aquisição, e somente em momentos totalmente necessários, como alguma tarefa escolar um pouco mais complexa ou os ensaios com Paul em Forthlin Road.

Algumas fotos, quando eram tiradas de surpresa, acabavam captando John por de trás do seu par de óculos (foto abaixo).
Apesar de todas as influências significativas que a chegada de Buddy Holly causaram em John Lennon, nenhuma seria tão evidente e marcante como a musical.

Em 1974, depois de John Lennon ter mostrado ao mundo todo o seu talento musical, agora com um par de óculos redondos, Jim Dawson, um jornalista autônomo iniciante de San Francisco, contatou John. Na época, Dawson trabalhava na Receita Federal em San Francisco, e pretendia escrever um artigo sobre Buddy Holly and the Crickets. Para chamar a atenção da Rolling Stone, para quem ele pretendia vender o artigo, ele enviou um questionário curto a Bob Dylan, Paul McCartney e John Lennon. Como era de se esperar, levando em conta a quantidade de cartas que respondia, só John respondeu. A matéria nunca foi parar nas páginas da Rolling Stone, mas Dawson se tornou escritor de música e lançou alguns livros sobre rock e Buddy Holly.
Recentemente ele contou a Hunter Davies o destino do interessante questionário: “Guardei o original da carta de John em um cofre por muitos anos, junto com centenas dos meus LPs que nunca toquei. Cansei de me preocupar com eles, me custava muito mantê-los e ninguém podia vê-los. Então um dia, há cerca de dez anos, decidi vender tudo em leilão. Não sei quem comprou a carta, mas espero que esteja em boas mãos”.

PARTE DO QUESTIONÁRIO

1. Como você reagiu à turnê dos Crickets pela Inglaterra em 1958?

Eu só os vi no Palladium de Londres (pela TV), eles eram ótimos! Foi a primeira vez que vi uma guitarra Fender! Sendo tocada!! Enquanto o cantor cantava!!! Também o “segredo” da bateria em Peggy Sue foi revelado… ao vivo…

2. Que efeito isso teve nos músicos britânicos?

Só sei do efeito em mim. Mas reconheço que os discos tiveram um efeito enorme sobre todos nós. TODOS OS GRUPOS TENTAVAM SER OS CRICKETS. O nome BEATLES foi diretamente inspirado pelos CRICKETS (DOUBLE ENTENDRE/INSETOS etc.) Acho que o maior efeito foi na COMPOSIÇÃO MUSICAL. (ESPECIALMENTE A MINHA E A DE PAUL)

3. O que você acha de Buddy Holly musical e historicamente?

Ele foi um músico ótimo e inovador. Ele era um “MESTRE”. Sua influência persiste. Sempre me pergunto como seria a música dele hoje, se ele estivesse vivo…

4. Você acha que a música dele teve algum efeito no estilo dos Beatles? Em seu sentimento pela música?

Veja acima. Interpretamos praticamente tudo que ele lançou i.e. ao vivo no Cavern etc, etc. O que ele fez com “3” acordes fez de mim compositor!!

5. Outras observações?

Ele foi o primeiro sujeito que eu vi com um capo xxx Ele mostrou que era legal usar óculos! Eu ERA Buddy Holly.

Com amor, John Lennon

PUBLICADO POR BEATLEPEDIA EM 16 DE OUTUBRO DE 2013.

As 29 Canções de Renato e Seus Blue Caps lançadas nos LPs As 14 Mais pela CBS.

RENATO E SEUS BLUE CAPS teve 29 músicas lançadas nos LPs “AS 14 MAIS” a partir de 1964 até 1979, além de ter acompanhado alguns colegas também, como podemos ver a seguir.

“AS 14 MAIS” foram 29 LPs lançados pela CBS entre os anos de 1960 e 1979.

As 14 Mais – Vol. 13 – 1964 – Lp 37.355 (CBS 1964) / Lp 138.795 (CBS 1989) – K7 16.795 (CBS 1989)
CD 759.052 (SONY MUSIC 1996)

06 – Vera lucia – (Renato Barros – Paulinho) – Renato e seus Blue caps

As 14 Mais – Vol. 14 – 1964 / Lp 37.393 (CBS 1965) – Lp 138.796 (CBS 1989) – K7 16.796 (CBS 1989)
CD 759.053 (SONY MUSIC 1996)

03 – CANTO PRA FINGIR [My Whole Wold is Falling Down] – (Jerry Crutchfield – Bill Anderson – Rossini Pinto) – RENATO E SEUS BLUE CAPS
04 – CARTA DE AMOR – (Rossini Pinto) – ROSSINI PINTO com Renato e Seus Blue Caps
05 – CAPELA DO AMOR [Chapel of Love] – (Jeff Berry – Ellis Greenwick – Neusa de Souza) – WANDERLÉA com Renato e Seus Blue Caps
08 – EXÉRCITO DO SURF [L’Esercito Del Surf] – (Mogol – I. Pattacini – Neusa de Souza) – WANDERLÉA com Renato e Seus Blue Caps
11 – FORD DE BIGODE – (Paulo Brunner – Ivanildo Teixeira) – ROSSINI PINTO com Renato e Seus Blue Caps
13 – MENINA LINDA [I Should Have Known Better] – (John Lennon – Paul McCartney – Renato Barros) – RENATO E SEUS BLUE CAPS

As 14 Mais – Vol. 16 – 1965 – Lp 37.423 (CBS 1965) / Lp 138.798 (CBS 1989) – K7 16.798 (CBS 1989)
CD 759.055 (SONY MUSIC 1996)

01 – É TEMPO DO AMOR [Le Temps de L’Amour] – (Aryan – Hardy – Samyn – Rossini Pinto) – WANDERLÉA com Renato e Blue Caps
03 – O ESCÂNDALO [Shame and Scandal on The Family] – (Donaldson – Brown – Renato Barros) – RENATO E SEUS BLUE CAPS
04 – BRIGA DE AMOR – (Rossini Pinto) – ROSSINI PINTO com Renato e Seus Blue Caps
09 – QUERIDA [Don’t Let Them Move] – (G. Garret – C. Howard – Rossini Pinto) – JERRY ADRIANI com Renato e Seus Blue Caps

As 14 Mais – Vol. 17 – 1965 – Lp 37.440 (CBS 1965) / Lp 138.799 (CBS 1989) – K7 16.799 (CBS 1989)
CD 759.056 (SONY MUSIC 1996)

04 – Deixe-Me LevÁ-La Pra Casa [Baby Let Me Take You Home] – (Price – Getúlio Cortes) – Jerry Adriani c/ RENATO E SEUS BLUE CAPS
06 – Feche Os Olhos [all My Loving] – (John Lennon – Paul McCartney – Renato Barros) – Renato E Seus Blue Caps
09 – Você Não Soube Amar [It’s Gonna Be All Right] – (Gerard Marsden – Roberval – Arthur Emilio) – Renato E Seus Blue Caps
11 – Será Você? [Do You] – (L. Rivera – S. Libaek – Neusa de Souza) – Wanderléa com Renato E Seus Blue Caps

As 14 Mais – Vol. 18 – 1966 – Lp 37.460 (CBS 1966) / Lp 138.800 (CBS 1989) – K7 16.800 (CBS 1989)
CD 759.057 (SONY MUSIC 1996)

03 – VIVO SÓ [For Your Love] – (G. Gouldman – Paulo Cesar Barros) – RENATO E SEUS BLUE CAPS
09 – ATE O FIM [You Won’t See Me] – (John Lennon – Paul McCartney – Lilian Knapp) – RENATO E SEUS BLUE CAPS

As 14 Mais – Vol. 19 – 1967 – Lp 37.482 (CBS 1967) / Lp 138.801 (CBS 1989) – K7 16.801 (CBS 1989)
CD 759.058 (SONY MUSIC 1996)

06 – NÃO ME DIGA ADEUS – (Carlinhos – Paulo César Barros) – RENATO E SEUS BLUE CAPS
08 – LAR DOCE LAR – (Renaro Barros – Carlinhos) – RENATO E SESUS BLUE CAPS

As 14 Mais – Vol. 20 – 1967 – Lp 37.523 (CBS 1967) / Lp 138.802 (CBS 1989) – K7 16.802 (CBS 1989)
CD 759.059 (SONY MUSIC 1996)

05 – AMANHECI CHORANDO – (Renato Barros) – RENATO E SEUS BLUE CAPS
08 – ANA [Anna [Go To Him] – (Arthur Alexandre – Lisna Dantas) – RENATO E SEUS BLUE CAPS

As 14 Mais – Vol. 21 – 1968 – Lp 37.565 (CBS 1968) / Lp 138.316 (CBS 1990) – K7 16.290 (CBS 1990)
CD 759.060 (SONY MUSIC 1996)

04 – NÃO TENHO NADA COM ISSO – (Robert Livi) – RENATO E SEUS BLUE CAPS
08 – PARE DE PENSAR [Step Out Of Your Mind] – (Al Gorgoni – Chip Taylor – Luiz Keller) – RENATO E SEUS BLUE CAPS

As 14 Mais – Vol. 22 – 1968 – Lp 37.588 (CBS 1968) – Lp 137.588 (CBS 1968) / Lp 138.317 (CBS 1990) – K7 16.291 (CBS 1990)
CD 759.061 (SONY MUSIC 1996)

03 – OKAY – (H. Bialkley – Renato Barros) – RENATO E SEUS BLUE CAPS
08 – SE TU SOUBESSES – (Luiz Ayrão – Edson Ribeiro) – RENATO E SEUS BLUE CAPS

As 14 Mais – Vol. 23 – 1969 – Lp 37.617 (CBS 1969) / Lp 138.318 (CBS 1990) – K7 16.292 (CBS 1990)
CD 759.062 (SONY MUSIC 1996)

02 – PERDI VOCÊ – (Renato Barros) – RENATO E SEUS BLUE CAPS
14 – VOU FAZER VOCÊ FELIZ [And I’ll Be There] – (Paul Leka – Denise Gross – Gileno) – RENATO E SEUS BLUE CAPS

As 14 Mais – Vol. 24 – 1970 – Lp 37.669 (CBS 1970) / Lp 141.001 (CBS 1981) – K7 11.001 (CBS 1981) – Lp 138.319 (CBS 1990)
K7 16.293 (CBS 1990) / CD 759.063 (SONY MUSIC 1996)

06 – A GAROTA QUE EU QUERO [The Grooviest Girl In The World] – (G. Zeklei – M. Brottler – Rossini Pinto) – RENATO E SEUS BLUE CAPS
08 – SE EU SOU FELIZ, PORQUE ESTOU CHORANDO? – (Raulzito – Leno) – RENATO E SEUS BLUE CAPS

As 14 Mais – Vol. 25 – 1971 – Lp 137.729 (CBS 1971) / Lp 138.320 (CBS 1990) – K7 16.294 (CBS 1990)
CD 759.064 (SONY MUSIC 1996)

02 – DARLING – (Raulzito – Mauro Motta) – RENATO E SEUS BLUE CAPS
08 – IZABELA – (Jean – Gil) – RENATO E SEUS BLUE CAPS

As 14 Mais – Vol. 26 – 1972 – Lp 137.772 (CBS 1972) / Lp 138.321 (CBS 1990 – K7 16.295 (CBS 1990)
CD 759.065 (SONY MUSIC 1996)

02 – O MENSAGEIRO [Le Messager] – (R. Talard – A. Gregory – P. Grascolas – Lilian Knapp) – RENATO E SEUS BLUE CAPS
08 – SERÁ MENTIRA OU SERÁ VERDADE? [Será Mentira, O Será Verdad?] – (Salvador Bellone – Pedrinho) – RENATO E SEUS BLUE CAPS

As 14 Mais – Vol. 27 – 1973 – Lp 137.815 (CBS 1973) – K7 15.182 (CBS 1973) – CT 182 (CBS 1973)
Lp 138.322 (CBS 1990) – K7 16.296 (CBS 1990) – CD 759.066 (SONY MUSIC 1996)

03 – ONDE ESTA [Delta Queen] – (Terry Tassenburg – Rossini Pinto) – RENATO E SEUS BLUE CAPS
08 – SE VOCE SOUBESSE – (Renato Barros – Rossini Pinto) – RENATO E SEUS BLUE CAPS

As 14 Mais – Vol. 28 – 1974 – Lp 137.848 (CBS 1974) – K7 15.231 (CBS 1974) – CT 231 )CBS 1974)
Lp 138.323 (CBS 1990) – K7 16.297 (CBS 1990) – CD 759.067 (SONY MUSIC 1996)

07 – NÃO SEI DE NADA [My Friend Maude] – (J. S. Soles – G. A. Peret – Rossini Pinto) – RENATO E SEUS BLUE CAPS
09 – CANSEI DE VOCÊ – (Atamir Freitas – Amaury Feitas) – RENATO E SEUS BLUE CAPS

As 14 Mais – Vol. 29 – 1979 Lp / CD 759.068 (SONY MUSIC 1996)

05 – NEGA, NEGUINHA – (José Roberto) – RENATO E SEUS BLUE CAPS

FONTE

OUÇAM AQUI AS MÚSICAS EM DOIS VOLUMES

VOLUME 1

VOLUME 2

Agradecendo ao Radialista Vlademir Ferreira que gentilmente me enviou os áudios das 29 canções.

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A Historia da Canção “AMOR SEM FIM”, contada pelo próprio compositor, Renato Barros.

Esta canção gravada por Renato e Seus Blue Caps e composta por Renato Barros saiu em CD pela Globo/Columbia sob o número 419.086, em setembro de 1996.

Renato Barros conta que a música é cheia de historias e diz que ficou durante mais de dois anos tentando colocar uma letra na melodia até que se lembrou do Gelson, antigo baterista da banda e pai do Gelsinho Moraes, que havia perdido a esposa Lígia. Um dia ele acordou, foi para o estúdio e veio a sua mente o tema… uma pessoa que sente a presença da outra, no caso a Lígia, esposa do Gelson.

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Para a gravação Renato escolheu Cid Chaves pra cantar junto com ele.
Outro detalhe é que foi a primeira música que Gelsinho Moraes gravou com Renato e Seus Blue Caps, inclusive foi ele quem fez o arranjo da parte final, quando entra aquilo tipo uma marcha militar.

Mas ouçam o próprio Renato contar essa historia e também de como ele soube por um um músico da banda Túnel do Tempo, do Rio de Janeiro, que George Martin gostou e se interessou pela musica…

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O clipe da música no Facebook:

O filme “Jovem Aos 50 – A História de Meio Século da Jovem Guarda”, estreia em março!

“Jovem Aos 50 – A História de Meio Século da Jovem Guarda” é o título do filme produzido sem nenhum recurso financeiro por Sérgio Baldassarini, e que estreia em São Paulo no Cine Belas Artes, dia 23 de março próximo, daqui exatamente um mês!

Sérgio Baldassarini é proprietário da S.B.J. PRODUÇÕES, uma produtora de cinema e vídeo que realizou um documentário sobre os 50 anos da Jovem Guarda. Neste filme ele entrevistou mais de 45 artistas da época, e ele foi todo narrado pelo grande ator MILTON GONÇALVES.

É um filme que todo fã da Jovem Guarda não pode deixar de assistir.

Com participações e depoimentos de mais de 50 artistas que se destacaram nessa época, entre historiadores, empresários, apresentadores e – principalmente – cantores, o filme intercala depoimentos emocionados destes protagonistas, juntamente com imagens de programas e filmes da época, que sobreviveram aos vários incêndios criminosos que destruíram quase todo acervo da antiga TV Record.

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Artistas entrevistados: Renato Barros, Erasmo Carlos, Wanderléa, Caetano Veloso, Ronnie Von, Martinha, Eduardo Araújo, Jerry Adriani, Wanderley Cardoso, Nilton Travesso, Paulo Silvino, Agnaldo Rayol, Carlos Gonzaga, George Freedman, Bobby de Carlo, Cyro Aguiar, Demetrius, Ed Carlos, Deny (da dupla Deny e Dino), Prini Lorez, Antonio Aguillar, Nilton Cesar, Aladdim (do grupo The Jordans), Ary Sanches, Miguel Vaccaro Netto, Lilian (da dupla Leno e Lilian), Dick Danello, Ronald (da dupla Os Vips), Trio Esperança, Moacir Franco, Netinho (dos Incríveis), Waldireni, Golden Boys, The Fevers, Paulo Silvino, Albert Pavão, Leno (da dupla Leno e Lilian), Ricardo Pugialli, Foguinho (baterista dos The Jordans), J.C. Marinho,
B.J. Mitchell (do grupo americano “The Platters”).

“Surgem os Blue Caps de Renato” (Almanaque da Jovem Guarda, de Ricardo Pugialli)

RENATO BARROS volta ao programa de Jair de Taumaturgo. O grupo quer concorrer à categoria “rock ao vivo”, mas as vaias do ano passado ainda não tinham sido esquecidas. Meio receoso, Jair pergunta a Renato qual é o nome do grupo, pois Bacaninhas era muito ruim. Como Renato não tinha nada em mente, o apresentador perguntou seu nome e sugeriu Renato e Seus Blue Caps, em alusão ao Blue Caps, grupo que acompanhava o astro do Rock americano Gene Vincent. Todos concordaram com o nome, pois não acreditavam que poderiam vencer.
Ensaiaram Be-Bop-A-Lula, de Gene Vincent, mas com o arranjo dos Everly Brothers, com duas vozes.
Foi a “maior” novidade, pois nenhum grupo cantava assim no Brasil. Um sucesso. Na segunda-feira sai o resultado e eles são os vencedores da semana. Concorrem então com os campeões semanais e o impossível acontece: eles são os vencedores do mês. Como prêmio, vão ao Programa do Chacrinha, na TV Tupi, Rio.”

Por Ricardo Pugialli

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“RENATO COM A DEL VECCHIO, EUCLÍDES COM VIOLÃO ELÉTRICO E EU AOS 13 ANOS DE IDADE COM O MEU PRIMEIRO BAIXO ACÚSTICO. OBS: DE ÓCULOS ” RONALDO ” MODA LANÇADA POR UM DOS ASSASSINOS DE AIDA CURI, EM 1958.” (Informação de Paulo César Barros)

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FOTOS DO ALMANAQUE DA JOVEM GUARDA, PERTENCENTE AO FÃ DE RENATO E SEUS BLUE CAPS, FÁBIO LIMA

SHOWS DE RENATO E SEUS BLUE CAPS EM 2017 PELO BRASIL.

Vou iniciar este post indignada com a Enciclopédia do Google, a Wikipedia, que diz que “Renato e Seus Blue Caps foi uma das bandas de rock brasileira que terminou em 2001“.
Pois bem, Renato e Seus Blue Caps É uma banda de Rock brasileira e CONTINUA SENDO, e fazendo muito sucesso, haja vista os excelentes Shows que vem realizando pelo Brasil.

Vamos informar aqui as datas dos shows já agendados.

* 10 e 11/03 – Manhattan Café Theatro – Recife/PE
* 16/03 – 21:00Hs – Teatro Bradesco – Rio de Janeiro/RJ
* 17/03 – 21:00Hs – Teatro Ademir Rosa – CIC – Florianópolis/SC
* 18/03 – 21:00Hs – Teatro Marista Maringá/PR
* 22/03 – 21:00Hs – Teatro Bradesco – São Paulo/SP
* 24/03 – Casa Gilson Buffet – Natal/RN
* 25/03 – Casa Gilson Buffet – Natal/RN
* 31/03 – 21/00Hs – Teatro Bourbon Country – POA/RS

20/04 – Cine Theatro Brasil Vallourec – Belo Horizonte – Minas Gerais

28/04 – Maceió
29/04 – Aracaju

10/05 – Teatro UFF Niterói
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Renato & Seus Blue Caps é uma das bandas de Rock mais carismáticas do Brasil, oriunda do Rock e que foi primordial para a Jovem Guarda, tanto por ter acompanhado os artistas, participando ativamente nas gravações dos colegas, como também por ser uma das bandas de maior destaque e sucesso pelos discos lançados no Brasil nas décadas de 60/70/80/90/2000.

Renato Barros, sempre à frente do seu tempo e muito antenado, descobriu que sua banda poderia se juntar ao estilo musical que os Beatles estavam mostrando ao mundo e foi quem apresentou os músicos britânicos aos brasileiros, através de versões que embalaram nossas vidas, e continuam a embalar até os dias de hoje.

A música de Renato e Seus Blue Caps sobrevive ao tempo, atravessa gerações, e se mantém viva, alegre e espontânea, proporcionando aos seus seguidores e fãs a felicidade de vê-los em atividade de Norte a Sul do Brasil, apresentando Shows especiais e carismáticos, como estes de agora, quando a banda volta a se apresentar em teatros, trazendo um espetáculo que emociona todas as gerações.

Desde o início da carreira até os dias de hoje, Renato e Seus Blue Caps nunca parou de se apresentar, sendo considerada por muitos pesquisadores a banda de rock em atividade mais antiga do mundo, e este título é nosso, é do Brasil, não tem preço!

Era no bairro da Piedade no Rio de Janeiro, onde moravam, que os irmãos Barros e seus amigos costumavam se reunir, participando de festas. O dom artístico, principalmente da música, receberam de berço, e foi assim que começaram a se apresentar fazendo mímica (dublagem) de grupos e cantores americanos de sucesso na época. Foi quando Renato Barros soube que estavam abertas as inscrições para o programa “Hoje é Dia De Rock”, da Rádio Mayrink Veiga, e lá se apresentaram pela primeira vez com o nome de “Bacaninhas Do Rock Da Piedade”. A apresentação foi um fracasso, e ganharam muitas vaias.

Motivado pelas vaias, no ano seguinte Renato resolveu fazer nova inscrição para o programa, mas dessa vez concorreria no quadro “Rock Ao Vivo”, ou seja, tocando e cantando de verdade. Jair de Taumaturgo, diretor do programa, não aceitou a inscrição com o nome “Bacaninhas Do Rock Da Piedade”; perguntou a Renato qual era o nome dele e sugeriu “Renato e “mais alguma coisa”, até que se lembraram de Gene Vincent & His Blue Caps e ficou decidido que o nome seria “Renato e Seus Blue Caps”. Com esse nome o grupo se apresentou e ganhou o 1º lugar. Como prêmio veio o convite para participar do programa do comunicador Abelardo Barbosa, o Chacrinha, na TV Tupi.

Em 1964 assinaram contrato com a CBS e o LP “Viva A Juventude” foi lançado, sendo até hoje um dos mais vendidos do Brasil, e desde então a banda deslanchou e nunca mais parou, lançando um sucesso atrás do outro, tanto em forma de versões como com músicas autorais.

O grupo já teve várias formações e atualmente conta com dois integrantes que estão desde o início de sua formação, que é o fundador Renato Barros, guitarrista, vocalista e compositor de vários sucessos da MPB, que possui inúmeras regravações até os dias de hoje, e Cid Chaves, que a convite de Paulo César Barros entrou em 1964, quando o grupo foi contratado pela CBS, tocando saxofone. Nunca mais saiu da banda, sendo hoje um dos vocalistas.
Completam a formação o gaúcho Darci Velasco nos teclados, há mais de 20 anos no grupo, o carioca Amadeu Signorelli no baixo, também há mais de 20 anos no grupo e o carioca Gelsinho Morais, que substituiu seu pai Gelson Moraes na bateria.

Os Shows atuais apresentam os grandes sucessos da banda, como: “Menina Linda”, “Não Te Esquecerei”, “A Primeira Lágrima”, “Meu Bem Não Me Quer”, “Dona Do Meu Coração”, “Meu Primeiro Amor”, “Playboy”, “Até O Fim”, “Não Me Diga Adeus”, entre muitos outros clássicos, além de prestarem homenagens a artistas consagrados da música nacional e internacional!

Além do sucesso com sua banda, Renato Barros recebe convites para acompanhar outros cantores tocando a sua guitarra, que sabemos, é diferenciada, porém não lhe sobra muito tempo, pois prefere o palco e se dedica totalmente a sua criação, como ele mesmo revela neste bate papo informal:

★★★★★ CONTATO PARA SHOWS ★★★★★

Jorginho Maravilha, pelos telefones:  (21) 99983.4300 VIVO / (21) 98265.3038 TIM

E.mail: jmaravilha2@gmail.com